
Portugal recebeu recentemente a notícia da disponibilidade de vacinas para a Covid 19 a partir do início de Janeiro de 2021. Foi a boa nova do ano que está a acabar e a melhor prenda para a população que está inquieta e preocupada com esta pandemia e para a qual o País não estava preparado como habitualmente não está preparado para qualquer acontecimento fora da rotina.
Antes do assunto que motiva este post, quero juntar a minha escrita á de muitos e muitos que têm elogiado o trabalho e a disponibilidade de todos os que, independentemente da profissão, se vêm superando nas suas obrigações e disponibilidade. Perante a emergência de se acudir ao perigo que a pandemia representava, todos os diretamente envolvidos, como um todo, responderam positivamente.
Não obstante, este problema de saúde pública provocado por uma imprevista pandemia veio mostrar que o País não está preparado para enfrentar situações extremas e possivelmente não poderá vir a estar nos anos mais próximos.
O mais dramático é que esta realidade é estrutural: os recursos são escassos e os governantes insuficientes e falaciosos.
Insuficientes porque temos modelos de governação que sistematicamente não geram criação de riqueza e liquidez para investir em meios e falaciosos porque transmitem á população a ideia de que estão a dotar o Estado dos meios suficientes para acudir às necessidades da maioria, seja na saúde (como se verifica neste momento), seja na educação ou na justiça e, infelizmente, não é verdade.

Não fosse a visão que outros protagonistas tiveram no passado em nos integrar na União Europeia que, sem esta garantia da UE, estaríamos agora com uma realidade bem mais dramática e com pouca capacidade de reação. Sempre fui crente de que a nossa integração na UE foi benéfica para a organização, disciplina e rigor da nossa sociedade.
O que não entendo é este método de governar em que se desvalorizam as dificuldades e se anunciam soluções como se os recursos fossem infinitos e quando confrontados com a realidade as soluções anunciadas não aparecem.
Temos muitos políticos que enchem a boca com um Estado que assume proteção para as mais diversas necessidades, cobram-nos a todos, abastados e necessitados, impostos, taxas e taxinhas elevados com o argumento de esses recursos serem necessários para manter um Estado protetor.
No entanto, nos momentos em que os verdadeiramente insuficientes necessitam de um Estado protetor ele, o Estado, não tem capacidade para acorrer a essas pessoas porque os recursos confirmam-se como sempre escassos e, ao não serem bem geridos, nunca vão aparecer quando são necessários. A manta vai ser sempre curta como diz o povo.
Disseram-nos que iam encomendar vacinas suficientes para a população de uma forma geral, com uma taxa de cobertura de elevada. Foi uma das últimas falácias. Agora sabemos que foi a UE que se encarregou de encomendar e assegurar a logística da distribuição das vacinas pelos Estados membros, Portugal incluído. Vamos receber as vacinas que previamente nos foram destinadas. Quando chegar a hora de pagar as vacinas vai ser, novamente, a UE a assumir a responsabilidade junto dos respetivos fabricantes.
Deste modo, é a UE que vai assegurar aos portugueses todo o processo de acesso á vacina para a Covid 19 desde a encomenda até ao pagamento.

Aos nossos governantes vai caber a responsabilidade de a administrar á população que como sabemos é semelhante á população de uma região como Londres por exemplo. Esperemos que esta responsabilidade, a de administrar a vacina, seja cumprida. Estou céptico quanto ao seu cumprimento.
Concluindo, a UE, não obstante as críticas de alguns, brindou-nos com uma prenda natalícia pela proximidade com a data. Sou crente em como as vacinas vão chegar nos tempos definidos e, assim sendo, este problema poderá ser bem enfrentado no próximo ano.
Bem hajam.