As Empresas saudáveis fazem as Economias crescer?

Sim, seu crente que um País que tem maioritariamente empresas capitalizadas, gestão no interesse das empresas, colaboradores profissionais e com bons produtos/serviços, tem certamente uma economia robusta e permanentemente a crescer.

PIB Holanda per Capita Ano 2000 (28.380€) a 2019 (46.710€) – Cresceu 28.380€ – exemplo de Economia saudável

A minha vida profissional foi exercida no sector privado em empresas saudáveis e pude testemunhar que eram empresas com crescimentos de clientes, em volume de bens/serviços vendidos e, consequentemente, crescimento de faturação ano após ano.

Os resultados que estas empresas conseguiam eram obtidos com boas práticas, sem fugas de qualquer natureza de ordem fiscal ou outra e com estratégias de remuneração e benefícios aos colaboradores sempre acima do praticado no nosso País. Era uma prática dessas empresas em qualquer País em que tivessem empresas.

Essas empresas continuam no mercado e fortes (porventura mais) tal como há 20 ou 30 anos atrás.

Também, durante a minha vida profissional conheci a face oposta, como clientes tive muitas empresas (a maioria) que eram empresas sempre em dificuldades (doentes), que não tinham boas práticas e fugas, sempre que possível, aos impostos e demais compromissos. Colaboradores mal preparados, sem formação para as funções que desempenhavam, mal remunerados. Colaboradores que espelhavam a qualidade da direção/gestão dessas empresas.

PIB Portugal per Capita – Ano 2000 (12.480€) a 2019 (20.740€) – Cresceu 8.260€ – Exemplo de Economia doente

Cedo aprendi duas verdades sobre estas realidades:

  • As empresas saudáveis têm bons colaboradores e, bons profissionais trabalham sempre em empresas saudáveis.
  • As empresas doentes deviam se tornar saudáveis para estarem em concorrência e igualdade de circunstâncias com as demais ou, não podendo por incapacidade dos seus responsáveis, deveriam fechar. Penso que existe uma regra (daquelas que nunca são cumpridas) que estabelece um determinado período de tempo consecutivo em que uma empresa pode apresentar resultados negativos.

Estas verdades são uma prática em qualquer País desenvolvido na Europa ou outro continente, porquê?

Porque os Países desenvolvidos para o serem precisam de Economias saudáveis.

Em Portugal também existem estas regras? Não

Existiram estas regras no passado? Não

Vão existir no futuro? Talvez, quando uma entidade exterior (UE por exemplo) tomar conta da Economia.

Chegados aqui importa recordar uma recente entrevista a um Socialista dos sete costados (penso eu) que milita no Partido desde os 18 anos e já está nos “entas”.

Ricardo Mourinho Félix de seu nome, com um curriculum académico bom, um curriculum profissional sempre no sector público (o habitual nos políticos do PS), secretário de estado nos governos AC e, agora, Vice-Presidente do BCE.

Ricardo Mourinho Félix appointed as Vice-President of the EIB
©Caroline Martin/EIB

Este Sr. Ricardo veio dizer que financiamentos europeus para empresas portuguesas doentes são de valor zero. De outra forma, não há financiamento para empresas inviáveis.

Depois explicou por palavras dele o que todas as pessoas que estão no sector privado sabem desde sempre: a fruta estragada não pode estar no mesmo cesto em que está a fruta sã.

Algumas ilações:

Foi necessário este Sr. começar com uma função no BCE para dizer acertadamente o que nunca disse em Portugal nas muitas funções oficiais que teve?

Será que este Sr. irá dizer aos seus camaradas que é tempo de terminar com o financiamento de empresas falidas ou a passo acelerado para?

Será que os seus camaradas vão poder acabar com os financiamentos às empresas dos amigos a quem devem favores e em que colocam os outros amigos que lhes pedem favores?

Vai ser difícil: voltamos ao tema da troca de favores, compadrios e por aí adiante.

Será que é possível Portugal vir a ter uma economia saudável e a crescer com estes governantes? Será que é melhor mudar de governantes?

Algumas previsões:

Esta compra maciça por parte do BCE de dívida portuguesa vai ter consequências que o governo em Portugal não vai conseguir contrariar?

Em consequência, poderemos vir a ter, cedo ou tarde (talvez cedo) uma entidade exterior a mandar nas políticas de apoio às empresas em Portugal?

E a dívida vai poder crescer sem limites como o Sr. Sócrates no passado e agora os seus seguidores gostam?

Por vezes é necessário que as coisas corram mal e bastante mal para que o bem possa acontecer. Era bom que estas pessoas que tão mal dirigem Portugal fossem afastadas e que outras mais competentes as substituíssem.

Talvez deste modo Portugal pudesse ver a luz de um crescimento económico sustentável.

Bem hajam.

Deixe um comentário