Crente ou céptico?

Um primeiro post de Blog deve ser a apresentação do propósito que me proponho alcançar. Este Blog será um registo e partilha de Crenças e, por oposição, Cepticismos que acumulei ao longo da minha vida nas suas múltiplas facetas.

Todo o ser humano deve ser crente e tem, presumo, a obrigação de ser céptico. Sou Crente porque, desde logo, assumo valores e princípios em que creio. Sou Céptico porque não gosto de crer em tudo o que me interessa sem antes me certificar .Também sou indiferente, mas os temas a que sou indiferente não vão ter espaço neste blog.

Enquanto jovem iniciei a minha percepção das múltiplas possibilidades de crenças que me rodeavam, desde logo as crenças associadas á família e aos amigos. Então, o cepticismo quase não que existia, não estava associado ao meu meio envolvente que, como na generalidade dos jovens de então, era pequeno. Depois veio a actividade profissional e mais tarde iniciei uma família e vieram filhos.

A actividade que profissional que escolhi, a de comercial que hoje se intitula de B2B, implicava interagir com pessoas diversas: na educação, no conhecimento, nos propósitos e nas crenças e cepticismos que demonstravam.

Foi neste ponto que iniciei a minha afirmação como adulto e foi, também, como que uma nova vida. A infância e a juventude eram passado, era o tempo de utilizar as crenças acumuladas e preparar-me para o cepticismo futuro.

De um menino filho único, com todas as implicações que caracterizam os filhos únicos, iniciei uma realidade em que passei a ser uma ínfima parte de um todo completamente novo. Foi difícil e desafiante, suportei a parte difícil e empenhei-me no desafio que se me apresentava. Neste ponto foram-me úteis as crenças transmitas pelos meus pais de resiliência perante dificuldades e empenho frente aos desafios. Assim tem sido ao longo dos meus anos, com vitórias e derrotas.

Foram anos em que me concentrei nas responsabilidades que fui assumindo ao longo da carreira profissional a par das responsabilidades que me impus na protecção, apoio e educação da minha família.

As responsabilidades profissionais já terminaram e os filhos já criaram as suas próprias famílias, estando no ponto em que me encontrei noutros tempos.

Agora é tempo de viver de outra maneira com realidades novas como este blog que me proponho construir. Irei escrever sobre as actuais realidades que me motivam crenças e cepticismos. É um novo desafio.

Bem Hajam.

Orçamento de Estado 2021 – Crente ou Céptico?

A actualidade convida a escrever algumas linhas sobre a recente aprovação do Orçamento de Estado para o próximo ano, correndo o risco de repetir muito do que já foi escrito pelos múltiplos interessados e comentadores vários .

Como ponto prévio, o orçamento de Estado é um documento que elenca um conjunto de despesas e receitas previstas para o ano de 2021, pelo que é uma soma de intenções e, também, um meio de trabalho.

É um documento importante por enunciar as prioridades de investimento e os encargos fixos no que respeita a despesas e as prioridades em termos de impostos, taxas e taxinhas no que diz respeito a receitas.

Em teoria o orçamento de Estado reflete rigor no seu conteúdo: enuncia as opções de investimento, se as despesas correntes vão diminuir ou aumentar e no que respeita a receitas se a carga fiscal ou diminui.O cumprimento do orçamento, ou não, diz ao cidadão comum se os seus executores são rigorosos nos propósitos que por responsabilidade própria apresentaram ao povo por intermédia da Assembleia da República.

Este valor do rigor é importante para a avaliação que muitos cidadãos fazem dos seus governantes. Infelizmente na prática e nas últimas legislaturas os orçamentos têm sido traduzidas em execuções completamente distintas do orçamentado o que, consequentemente, provoca descrédito nos seus executores ou dito de outra forma: os políticos encarregados de governar os dinheiros públicos.

Como se verifica recorrentemente, existem argumentos para todos os desvios mas o que vale é que no fecho de contas a execução orçamental pouco ou nada tem a ver com o orçamento inicialmente aprovado para execução.

Esta realidade tem provocado ano após ano deficits, aumentos da dívida pública e maiores encargos para os contribuintes sem que a receita aplicada em despesas correntes e investimentos apresentem uma melhoria das condições gerais do País e dos seus cidadãos.

Para o próximo ano sou céptico quanto ao rigor no cumprimento do orçamento agora aprovado, os executores são os mesmos que no passado recente revelaram ausência total deste valor e por esta realidade da COVID 19.

Em conclusão, uma parte da população vai enfrentar realidades difíceis, senão mesmo desesperantes. Portugueses irão rebelar-se contra outros Portugueses.

Como dizia um transmontano que muito estimei: é necessário que os responsáveis paguem “as vacas aos donos”.

Bem hajam.