Valores – 1

Sou crente com a importância de ter valores.

Escrever sobre valores humanos ou “valores” pode ser um momento de reflexão para nós próprios ou para quem lê estas palavras. Cada cidadão tem os seus próprios valores e estes podem variar de um individuo para outro.

Alguns valores evoluíram a passo com o desenvolvimento da espécie humana. Valores que séculos atrás eram importantes nas comunidades de então, hoje porventura já não existem ou não são consensuais nas comunidades actuais.

Acresce que o desenvolvimento da humanidade ainda não apresenta uniformidade nos dias de hoje: por diversos motivos, ainda existem comunidades e regiões do globo em que a vida é diferente daquela com que nós convivemos no dia-a-dia.

Deste modo, irei concentrar-me nos valores que genericamente são reconhecidos no espaço em que vivemos: A Europa e as comunidades criadas nos restantes continentes com influência europeia.

Os povos europeus foram influenciados, desde os tempos do Império Romano, por uma cultura judaico-cristã que evoluiu a par com o desenvolvimento constante.

Não obstante, ficou a origem e a influência desde esses tempos e os valores que hoje temos como fundamentais e reconhecidos nas comunidades referidas são uma parte importante dessa influência judaico-cristã.

Os valores, como um todo, podem ser subdivididos em universais, morais, éticos, políticos, empresariais e muitos mais. Neste post escreverei sobre alguns dos valores que para mim tenho como importantes no meu comportamento e relacionamento com o meio que me envolve:

Honestidade– é um valor que consiste em agir de acordo com o que se pensa e sente de forma assertiva. Uma pessoa honesta é aquela que se mostra tanto na sua maneira de pensar como, consequentemente, nas ações que pratica.

Este valor é adquirido com o exemplo e o ensino. Acontece desde muito jovem no seio da família, ou no meio em que a criança é educada, e com o crescimento e as experiencias de vida de cada um vai-se solidificando no nosso carácter.  

É importante que sejamos honestos connosco para que, quando confrontados com a necessidade de a praticar, sejamos honestos com outros. Uma pessoa honesta tem mais facilidade em educar e criar descendentes honestos, ajudando a comunidade a ser mais honesta.

Este é um daqueles valores que parte do individúo para o colectivo.

Responsabilidade – é um valor que se refere ao cumprimento das obrigações contraídas seja em ambiente familiar, laboral, social ou um outro qualquer.

Responsabilidade implica, também, a capacidade de aceitar as consequências dos actos praticados. É uma característica positiva das pessoas que são capazes de se comprometer e agir oferecendo a garantia de assumir as consequências positivas ou não.

Este valor pode ser mais facilmente reconhecido numa pessoa honesta. De algum modo estes dois valores complementam-se.

A responsabilidade individual deve ser ensinada às crianças através do treino na assumpção de compromissos e consequências.

Tolerância – é um valor definido como “Respeito e consideração pelas ideias, crenças ou práticas de outros, mesmo quando diferentes ou contrárias às nossas”.

A tolerância é fundamental nos dias de hoje em que temos acesso a múltiplas realidades e o conhecimento é cada vez mais abrangente.

Acresce que as comunidades tornam-se cada dia mais materializadas e competitivas entre si. A disputa e o individualismo fomentam a intolerância e esta causa danos em todos os ambientes, sejam familiares, profissionais ou sociais.

Os anteriores valores, responsabilidade e honestidade habitualmente acompanham a vida de uma pessoa desde que adquiridos num tempo próprio. A tolerância não tanto.

É conveniente que, permanentemente, nos questionemos se estamos a ser tolerantes com todas as circunstâncias da nossa vida.

Vivemos uns tempos em que muitos reclamam de uma permanente falta de valores colectivos nos mais diversos contextos. Compete-nos avaliar as pessoas e os actos, também, á luz destes valores e com certeza poderemos individualmente ou colectivamente retirar conclusões.

Um cesto de fruta sã que tenha poucas frutas podres pode ser utilizado se retirarmos as frutas podres, mas um cesto que tenha as frutas podres não nos permite retirar as poucas que estejam sãs. Depende de todos a escolha do cesto.

Bem hajam.