A CM Lisboa e a proteção de dados pessoais

CML

O dia 10 de Junho deste ano não vai ficar marcado pelos discursos dos políticos, não trouxeram nada de novo e foi mais uma comemoração que se justifica mas que os protagonistas do País não conseguem dar o enfase e o envolvimento que os portugueses merecem.

Ao invés, a notícia de que a CML violou a lei de proteção de dados, que foi a manchete em todos os meios de comunicação e redes sociais, é que foi o tema do dia e que promete continuar a ser durante mais algum tempo.

É um assunto determinante para a vida dos portugueses? Não me parece, a população vive momentos de preocupação com o presente e futuro próximo.

É um assunto de preocupação para a base de apoio deste governo? Também não me parece, os eleitores não percecionam que estes factos possam alterar a realidade que têm. Os eleitores que votam neste governo ou noutro semelhante só mudam quando sentem que os seus próprios interesses poderão estar em causa.

Será que esta realidade, da partilha de dados pessoais com terceiros, vai ficar impune? Receio bem que sim, já aconteceu e o presidente do município veio pedir desculpas e garantir que o município não voltará a partilhar dados pessoais com terceiros.

Fernando Medina – Presidente CML

Deste modo, a instituição dá como resolvido este problema: ao assumir a prática de um crime, a forma comum deste crime é punível com prisão até 1 ano ou multa até 120 dias, atribuindo-o a procedimentos administrativos e regulares. Siga a marinha como diz o povo.

Mas não devia ser assim, este assunto nunca deveria ter acontecido e, ao ter acontecido, deveria ter sido o município a ter a iniciativa de o comunicar aos órgãos de estado competentes e não como está a acontecer com explicações negacionistas e falaciosas culminando, face á pressão e á gravidade do assunto, com um pedido de desculpas formal e público aos visados por parte do responsável do município em causa: Lisboa.

O que sabemos sobre este assunto neste momento é que a CML, a propósito de uma manifestação realizada em Janeiro, forneceu a uma terceira entidade dados pessoais sobre os promotores e organizadores da manifestação sem conhecimento e autorização dos interessados.

Sabemos também que a entidade recetora dos dados pessoais foi a embaixada da Rússia.

Embaixa da Rússia em Lisboa

Segundo o presidente da CML este é um procedimento usual: para além de informar a polícia e MAI conforme a lei determina, informa também os interessados do local em que a manifestação se realiza. A manifestação visava protestar contra o governo russo em frente á sua embaixada em Lisboa e, nesse contexto, a embaixada foi informada de todos os dados pessoais dos organizadores.

Não sabemos se a CML estava informada e ciente de que este procedimento era contra a lei em vigor.

Se estava ciente de que estava a violar a lei, decidiu ignorar e fazer valer um procedimento habitual como se estivesse isente do cumprimento de uma lei que todas as entidades públicas ou privadas estão obrigadas a cumprir.

Se não estava consciente do cumprimento desta lei para que serve o departamento jurídico e toda uma panóplia de assessores se um assunto desta natureza não merece atenção. A ignorância não pode desresponsabilizar actos criminosos.

Tem a CML competências para delatar dados pessoais de cidadão residentes no território nacional a uma embaixada de um País terceiro, não pertencente ao grupo de países integrantes da EU?

Articulou esta delação com o MNE? Se informou o MNE desta entrega de dados pessoais de cidadão russos e portugueses, teve o acordo desta entidade?

Segundo o presidente da CML esta prática de fornecer dados pessoais de cidadãos nacionais ou estrangeiros a embaixadas de países estrangeiros, quando se trata de manifestações da natureza da mencionada, é antiga (não sabemos a quando remonta, talvez seja uma herança do anterior presidente que atualmente representa o cargo de PM).

Não sabemos quantas manifestações estarão nestas condições, quantos organizadores estarão envolvidos com seus dados pessoais e quantos países envolvidos.

Sabemos sim que com a regularidade com que em Portugal se promovem manifestações contra ou a favor das lideranças de outros países seguramente muitos cidadãos, principalmente os que têm origem em alguns dos países, poderão ter as suas vidas em risco. Países como a Rússia, Angola, Ucrânia, Venezuela e China não são reconhecidos como defensores de direitos humanos e são potencialmente repressivos para com os contestatários.

Aqui chegados, entre o que sabemos e o que deduzimos como verdadeiro temos condições para tirar conclusões: uma primeira conclusão é de que dentro da CML algum funcionário deverá ser julgado criminalmente por divulgar dados pessoais de cidadãos sem prévia autorização dos interessados.

Dentro da CML uma ou várias pessoas deveriam ser afastadas por incompetência no exercício de funções. É inaceitável que uma uma entidade oficial tenha práticas reiteradas contra a lei, agravadas com a consequência de eventualmente colocar a vida de cidadãos nacionais ou estrangeiros em risco.

O cidadão com funções de presidente da CML é o responsável institucional por este inaceitável incidente. Não se acreditando que tenha permitido conscientemente esta delação de dados pessoais sobra a falta de competência para o desempenho do cargo.

Como habitual vamos assistir nos próximos tempos a um ’carnaval’ de criticas, pedidos de demissões e por aí adiante inconsequentes e muitos deles protagonizados por outros incompetentes que em seu tempo também demonstraram terem falhado nos cargos públicos que desempenharam. É o famoso centrão.

Os valores que cada pessoa tem é que determinam se, no exercício de funções representativas e públicas, devem ou não colocar cargos á disposição ou resignar quando atos inaceitáveis e irrepetíveis são praticados pelos próprios ou da sua direta responsabilidade institucional como parece ser este o caso.

Bem hajam

25 de Abril de 1974 – Parte 2

O pronunciamento militar em 25 de Abril de 1974 foi o propulsor de um novo regime.

Militares nas ruas de Lisboa em 25 de Abril 1974

Os militares que saíram vencedores e os posteriores aderentes, nomeadamente os de altas patentes, formaram um grupo de entre eles a que chamaram Conselho da Revolução e que tinha como objetivos tutelar e fiscalizar a formação de partidos políticos e legalizar os que estavam na clandestinidade, com destaque para o PCP, constituir uma Assembleia de cidadãos para criarem uma nova Constituição para a Republica e proporcionar a realização de eleições livres para se iniciar o processo de transferência da tutela militar para a tutela civil.

Posse do Concelho da Revolução

O Conselho da Revolução teve vida até 1982 e, durante o seu tempo de vida teve grande influência em muitas decisões e atitudes com repercussões na época e outras para sempre. Sobre estes assuntos já se escreveu muito com opiniões contrárias.

Sempre existiram os que influenciaram e saíram beneficiados e que louvarão estes militares e os outros que saíram prejudicados e em muitos casos vítimas que, naturalmente, dirão que estes militares foram nefastos naqueles anos do novo regime.

O tempo se encarregará de decidir em que ponto terminará a disputa.

Conforme já foi escrito, em um outro post, o novo regime que saiu da Constituição de 1976 introduziu em Portugal mudanças positivas que a todos beneficiou desde então, mas também viu serem aplicadas mudanças negativas com efeitos no momento da aplicação e, em alguns casos, com efeitos permanentes.

Durante o período que vai de Abril de 1974 até 1976, data da promulgação da nova Constituição, Portugal viveu um tempo de ausência de lei e autoridade: prisões, torturas, saneamentos, ocupação de casas, etc. Foi a anarquia e o chamado processo revolucionário em curso (PREC).

Partidos apoiantes de PREC

Este período foi tutelado por militares (uma fação) e pelos partidos com influencia junto deles. Com destaque para o PCP e outros partidos radicais com menor influencia. Era o tempo em que tudo que estava á direita do PCP, a começar pelo PS, era fascista e tratado como tal. Ver hoje um tal Jerónimo de Sousa, contemporâneo do PREC, de braço dado como PS não deixa de ser interessante.

Mas, em Novembro de 1975 outra fação de militares e pelos partidos que os influenciaram fecharam a estrada que levava ao comunismo e o percurso de Portugal começou uma estrada nova que nos trouxe ao ponto em que estamos.

Uma primeira mudança que teve efeitos negativos transversais em toda a sociedade portuguesa foi o método utilizado para a entrega das colónias de África, a chamada Descolonização.

A descolonização em marcha

Os responsáveis civis e militares que protagonizaram todo o processo de transferência de independência para os novos Países em África foram incompetentes, irresponsáveis e, porventura, cúmplices com interesses próprios, o que agora se chama de tráfico de influencias e corrupção.

Foram incompetentes porque ignoraram as experiencias de outros Países europeus com descolonizações anteriores que não tinham causado as tragédias humanas que a descolonização portuguesa causou.

Foram centenas de milhares de cidadãos portugueses que viram as suas famílias destroçadas, vitimizadas e com danos materiais irrecuperáveis.

vitímas da descolonização

 O tempo se encarregará de registar para a posteridade essa barbárie provocada por alguns “democratas” daquela época.

Foram irresponsáveis porque depois de patrocinarem a independência daqueles territórios, lavaram as mãos com o argumento de que foi o possível naquele momento.

Todos sabemos dos milhares de mortos que as disputas entre naturais daqueles novos estados provocaram, a destruição, o saque que aconteceu às riquezas naturais e o abandono dos cidadão nacionais que teimaram em não engrossar o numero de “retornados” que o Portugal europeu continental.

inicio da guerra civil em Angola

Uma outra mudança que teve efeitos negativos foi a permissão para a ocupação, saque e nacionalização de empresas, propriedades e bens de cidadãos particulares. Nenhum outro regime permitiu estes atos. Foi necessário surgirem os “democratas” para esta outra mancha na história de Portugal do século XX.

PCP no seu melhor
PCP e a Reforma Agrária

Uma última mudança, ou talvez não, foi a infelicidade que Portugal teve e continua a ter com os políticos e responsáveis surgidos com a implantação da democracia.

Os políticos e governantes agregados em partidos políticos deram origem a dois grupos: os que governam e decidem á vez (o chamado centrão) e os que protestam e nunca governaram.

Os mais recentes protagonistas do centrão

Destes últimos poucas responsabilidades se podem pedir. Os eleitores nunca lhes deram os votos para poderem governar.

Os políticos e governantes representantes dos partidos do centrão sim podem ser responsabilizados porque efetivamente foram eles os protagonistas da história recente de Portugal nos últimos 47 anos.

Esta história tem demasiados episódios para poderem ser elencados no contexto deste espaço, mas poderemos comparar com outras histórias de Países com os quais partilhamos regimes democráticos semelhantes na Europa.

A redução da riqueza nacional, o crescimento da dívida externa de Portugal e o mal-estar da generalidade da população face ao empobrecimento de grandes faixas da população não acontecem nessas outras democracias.

Repetindo: esta infelicidade de Portugal estará cada dia que passa mais acentuada: o sistema politico tal como está não cria alternativas, o descontentamento é uma realidade, o sistema eleitoral elege com 50% de votantes, o “partido” mais votado é a abstenção e com tendência para crescer, os últimos anos têm registado uma crescente saída de portugueses para o estrangeiro, a economia nunca conseguiu estar sustentada em empresas robustas e rentáveis, o Estado cada vez mais absorve receitas para se sustentar e cobrir as insuficiências crescentes, etc.

Com este novo regime criado a partir do levantamento militar de 1974, Portugal ficou territorialmente pequeno, com uma economia sem escala para se sustentar e com responsáveis igualmente pequenos. Não estão a ser famosos estes tempos.

Não obstante, temos a UE para assegurar que a democracia está para durar, teremos, possivelmente num futuro próximo, a UE também para nos ajudar a melhor governar e dimensionar para uma efetiva criação de riqueza.

Bem hajam.

25 de Abril de 1974 – Parte 1

jornal da época

O levantamento militar de 25 de Abril de 1974 teve vários objetivos segundo as múltiplas opiniões que desde então se afirmam.

Inquestionável era o objetivo de por termo ao regime político de então. Esse objetivo foi concretizado, o regime caiu e os seus protagonistas foram afastados para um exilio interno ou externo que nunca terminou.

Era um novo tempo para um novo regime politico e com novos protagonistas.

O que aconteceu depois foi um processo revolucionário em curso e a partir de 25 de Novembro de 1975 um processo democrático em curso. Este processo democrático resultou numa democracia modelo ocidental com referências às democracias da Europa de então.

Foi criada e votada uma nova Constituição politica que, com alterações ao longo dos anos, ainda hoje está em vigor. Desta forma foi institucionalizado um novo regime político que faz este ano 45 anos de vida.

O debate que divide a opinião pública é o de afirmar que se este regime que temos correspondeu ao longo da sua vida às expectativas criadas pelos seus fundadores ou não. Penso que aconteceram decisões e práticas sem dúvidas benéficas para os portugueses e outras que foram prejudiciais e que irremediavelmente responsabilizam os seus patronos.

Aqui vamos nos centrar nas decisões positivas voluntárias ou por consequência.

Uma primeira decisão e talvez a mais importante pelas implicações foi a de formalmente se criar um regime democrático em que a liberdade nas suas múltiplas facetas é um bem consagrado constitucionalmente e universal.

A decisão de tornar Portugal um País democrático de cariz europeu foi igualmente uma decisão benéfica. As democracias europeias assentam no voto popular e universal em partidos constitucionalmente criados e em que, através de eleições, cidadãos enquadrados em partidos políticos são eleitos para representar os cidadãos nas mais diversas funções.

Adesão Portugal à CEE

A decisão de ingressar, quando foi politicamente útil aos portugueses e europeus, na, então CEE, EU foi igualmente um bem maior para o País e cidadãos. Hoje sabemos que temos Países e povos mais evoluídos em partilha de interesses e responsabilidades com Portugal e isso representa uma garantia de que não haverá qualquer possibilidade de o País regredir ou derivar para outras realidades.

Embarque de militares – 1971

A decisão de por termo á guerra em África foi igualmente bem-vinda. A guerra que se iniciou em 1961 e terminou em 1974/75 causou enormes sacrifícios aos portugueses: foram pais que viram seus filhos morrerem ou regressarem estropiados e jovens que viram a juventude mudar o seu curso sem qualquer opção de vontade própria.

Bem sei que muitos foram á guerra por vontade própria, muitos foram voluntários com 17 e 18 anos de idade: conheço alguns e sempre me mereceram o maior respeito e admiração. Não obstante, de uma forma unilateral arrancar os jovens às suas famílias para irem para uma guerra a milhares de quilómetros de distancia e para a qual não foram escutados nunca me pareceu ser bom. Nos anos 70 a europa já conhecia vários exemplos de resolução de conflitos por vias pacíficas e os políticos deveriam ter procurado resolver as pretensões legítimas de Portugal e dos movimentos independentistas da época por meios pacíficos e não com a guerra.

Paradoxalmente, o processo de descolonização português é um exemplo do que correu muito mal com este regime que saiu do levantamento militar. Será tema de um outro post.

Capa da revista Time – 1975

A decisão de em Novembro de 1975 por termo ao processo revolucionário em curso de cariz comunista foi uma outra decisão importante. Hoje a maior parte da população não tem conhecimento do que foram as intenções de alguns partidos políticos naquela época mas foi uma decisão que terminou formalmente naquela época e permitiu que Portugal trilha-se o caminho que hoje conhecemos.

Uma última decisão foi a de ingressar Portugal no sistema de moeda única no âmbito da EU.

Esta decisão implicou que os responsáveis passassem de um hábito em gerir a moeda e as suas implicações de uma forma individual para passarem a partilhar vantagens e deveres com outros Países mais desenvolvidos, organizados e rigorosos.

Também nestas matérias Portugal viu-se obrigado a melhorar e introduzir processos que resultam em última instancia como melhoria para o cidadão.

O banco Central Europeu (BCE), a política do BCE de taxas de juro e a regulação bancária igualmente dirigida pelo BCE são exemplos suficientes.

Muitas mais boas consequências resultantes do regime democrático iniciado em 1974 haverá. Cada cidadão terá as suas e que tenha muitas é o desejável. A mesma realidade nunca é vista da mesma forma por todos.

Decisões negativas voluntárias ou por consequência serão o tema de um outro post.

As decisões ou consequências no âmbito, por exemplo, de Educação, Saúde, Economia, Estado Social são consideradas ambíguas e não determinantes.

O anterior regime já tinha políticas nestes âmbitos e a evolução que estes temas tiveram nestes 45 anos de regime não nos podem assegurar que são inequivocamente superiores às que o anterior regime teria concretizado neste mesmo período de tempo.

É inquestionável que a realidade de hoje nestas áreas é incomparavelmente melhor do que em 1974, também a realidade em 1974 era incomparavelmente superior á de 1929 (45 anos antes), assim como a realidade previsível em 2066 (daqui a 45 anos) será incomparavelmente superior á de hoje.

como será 2066 ?

O desenvolvimento de um povo em áreas como as antes enunciadas tem mais a ver com a capacidade e opções dos responsáveis em cada período de tempo do que com os regimes políticos: há 45 anos os cidadãos tinham um regime ditatorial, hoje temos uma democracia e daqui a 45 anos terão ninguém sabe o que será.

Bem hajam.

25 Abril 1974

Talvez o melhor poster

Hoje é um dia em que alguns portugueses relembram o dia 25 de Abril de 1974, o que aconteceu nesse dia e dias seguintes e as repercussões em Portugal e na vida de todos os portugueses: contemporâneos ou não desse dia.

Vivemos um tempo em que, possivelmente, mais de metade dos portugueses nasceram depois de 1964, teriam 10 anos em 1974, e não têm memória e ou não são contemporâneos do que se passou nesse dia e os efeitos que esses acontecimentos tiveram daí por diante.

Portugal teve no século XX acontecimentos com singulares implicações que tiveram efeitos redundantes no seu percurso: a implantação da república e o fim da monarquia, a implantação da ditadura em 1926, a guerra em África em 1961/62 e o fim da ditadura e implantação da democracia como modelo ocidental e em linha com os regimes democráticos da Europa.

Aqui vai-se escrever sobre o dia 25 de Abril de 1974, dias seguintes e implicações até aos dias de hoje pelos olhos de um jovem que então tinha 18 anos.

Este jovem vivia em Lisboa, trabalhava e vivia próximo do Instituto Superior Técnico (IST), que tinha, e tem, uma estátua de uma figura importante da 1ª Republica: António José de Almeida.

IST e estátua António José Almeida

Como a generalidade dos jovens do seu meio ambiente não tinha quaisquer preferências politicas e aceitava a realidade do dia-a-dia com naturalidade apesar de estar atento para o que iam acontecendo e de que era testemunha: os problemas junto da estátua de António José de Almeida que anualmente aconteciam a cada 5 de Outubro entre a polícia e manifestantes maioritariamente jovens estudantes, as publicações dos alunos do IST através de uma reprografia existente, as conspirações mais ou menos toleradas no café Império, por exemplo. Quanto ao mais a vida era bonita e saudável

Lisboa 1973 – Suiça no Rossio

Lisboa era uma cidade pequena, terminava nas portas de Benfica e ir á Venda Nova de elétrico era uma aventura.

Este jovem no dia 25 de Abril acordou para ir trabalhar á última, vivia a 5 minutos do emprego, chegou ao trabalho ainda ensonado por consequência da festa da noite anterior e foi confrontado com a informação de que havia um problema na baixa da cidade. Devia regressar a casa pois a empresa estava encerrada.

Irreverente, como quase todos os jovens de 18 anos, apanhou o elétrico do Arco do Cego para o Martim Moniz e foi ver a confusão. Chegado ao local foi testemunha de algo nunca visto: militares armados numas ruas, militares da GNR armados noutras ruas, viaturas pesadas do exército a bloquear outras ruas.

Salgueiro Maia negoceia a rendição do General de Brigada Junqueira dos Reis, leal ao governo

O comentário geral era o de que estava acontecer um levantamento militar contra o governo de então.

Chegada a hora do almoço o jovem interrompeu o seu testemunho deste acontecimento e foi almoçar a casa, apanhou novamente o elétrico de regresso e curiosamente constatou que o movimento nas ruas era o normal de todos os dias. A generalidade das pessoas não sabia o que estava a acontecer.

Após o almoço, o nosso jovem voltou para a cena dos acontecimentos: tinha de saber o que ia acontecer.

Então, a meio da tarde, circulava a notícia de que os acontecimentos mais importantes estavam a acontecer no largo do Carmo e lá foi o nosso jovem, como outras pessoas, para o Carmo.

A cena era o quartel completamente fechado, o exercito com uma viatura pesada estacionada em frente ao acesso principal do quartel em posição de assalto e conversações várias entre militares e GNR.

Salgueiro Maia em conversações com um oficial da GNR

A determinado momento o nosso jovem e todos os populares que estavam presentes assistiram a uma descarga de tiros impressionante por parte do exército sobre a fachada do quartel. Durante muitos anos depois o quartel do Carmo manteve as marcas dessa descarga de tiro na fachada do edifício.

Dizia-se que o então chefe do Governo Marcelo Caetano e outros ministros estavam dentro do quartel, negociava-se uma solução para aquele cerco e a rendição aos militares revoltosos.

Como a solução tardava, o povo enchia completamente o jardim fronteiro ao quarte e a hora de jantar aproximava-se o jovem desta história entendeu por bem regressar novamente a casa e não assistiu á saída da chaimite com as figuras depostas naquele dia.

Chaimite que transportou Marcelo Caetano para o exilio

Chegada a noite e já depois do jantar o nosso jovem regressou á cena da “acção”. O espaço circulante do quartel do Carmo estava pacificado e a acção tinha-se transferido para a próxima António Maria Cardoso, sede da DGS/PIDE.

Comentava-se que já tinha havido problemas durante a tarde/noite com tiroteios e vitimas. O Exercito tinha isolado o local pelo que já não havia nada para testemunhar.

Nos dias seguintes a acção centrava-se nos arredores da DGS/PIDE com correrias constantes entre populares e pessoas acusadas de serem agentes: as pessoas eram apontadas na rua como agentes e perseguidos até serem espancados. Nunca se soube quantos destes espancamentos foram a agentes da DGS ou a pessoas inocentes que estavam no local errada á hora errada.

Alegado agente da DGS/PIDE a ser preso

Depois veio o 1º de Maio, uma grande festa popular em que o nosso jovem participou, talvez o primeiro grande acontecimento em que a população anónima se envolveu nos acontecimentos da semana anterior: o dia 25 de Abril, o fim da ditadura e uma nova história para Portugal.

1º Maio 1974

Bem hajam

O Regime vai nu

As recentes notícias de que um ex-Primeiro Ministro pode vir a ser julgado por crimes de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de influências foi uma realidade que vai marcar negativamente este período do regime político em que vivemos, existem outras realidades que igualmente estão a marcar negativamente o regime político.

Mas concentremo-nos nesta que já é suficientemente grave.

Como sabemos um primeiro-ministro é nomeado por um partido/os político/os e não diretamente pelo voto dos cidadãos.

Compete a quem o nomeia cuidar de que a pessoa nomeada cumpre os requisitos e valores indispensáveis para não comprometer o cargo.

De igual modo os protagonistas que permitem e viabilizam a nomeação de um primeiro-ministro são responsáveis pelo desempenho do titular nomeado e em funções.

Esta é uma das essências do regime político atual: pessoas são eleitas para desemprenhar determinadas funções e são corresponsáveis pelos atos das pessoas que nomeiam.

Não querendo ficar responsáveis, muitas vezes cúmplices por omissão, têm o dever de se demarcar, denunciar e, em última instancia, revogar a nomeação que antes terão viabilizado.

É assim que a prática política deve funcionar: autoridade igual a responsabilidade igual a consequência.

Não é deste modo que a prática política do regime funciona.

Este regime tem vindo a ser, cada vez mais, dirigido por grupos de pessoas que se apropriam dos partidos do chamado “centrão”, vão tendo acesso ao poder á vez, nomeiam para os cargos do governo e outros quem entendem, tendencialmente os personagens da confiança e, quando algo corre mal e a justiça é chamada a exercer funções é simples, diz-se que á justiça o que é da justiça. Assunto arrumado e venha o próximo.

Não devia ser assim e esperemos que o fim esteja próximo.

Penso que a essência democrática nunca será posta em causa se for possível responsabilizar, exonerar e afastar da vida pública todos os personagens nomeados por outros personagens seus cúmplices ou não e que os personagens nomeantes sejam igualmente responsabilizados e desautorizados de viabilizar novamente seja quem for.

Tem de acabar esta realidade de a participação dos cidadão para o regime se reduzir a eleições de 4 em 4 anos votando em partidos políticos.

Ao fim destes anos todos desde o 25 Abril ficou por demais demonstrado que os partidos são compostos por pessoas honestas e corruptas, por espertos e tolos ou por inteligentes e ignorantes.

Ser militante de um partido ou amigo de um dirigente (os chamados independentes) por si só não é suficiente para se ser eleito ou nomeado para um qualquer cargo público e por maioria de razão para o cargo de primeiro-ministro.

É necessário que cada eleito ou nomeado seja rastreado quanto á sua competência, capacidade e responsabilidade, mas também quanto á sua pegada passada. Alguém competente mas desonesto não pode deter cargos públicos, assim como o inverso.

Um Primeiro Ministro deve exercer o seu cargo de forma Ética com Honestidade e Competência

CIdadão eleitor

É necessário também criar meios de verificar os métodos que os partidos usam para colocar os seus nomeados.

Os cidadãos nunca vão confiar nos políticos que protagonizam este regime: são muitos os exemplos de pessoas que desprestigiam os cargos para que são nomeados, ficam impunes e voltam a ser nomeados para outros cargos.

Quase sempre basta ter um cartão de partido ou ser amigo de alguém com poder no partido.

Este regime ter colocado como primeiro-ministro um personagem que no exercício das suas funções veio a ser indiciado por crimes públicos não foi uma exceção mas sim o expoente máximo de muitos e muitos casos criminosos ou não que vêm acontecendo ao longo de muitos anos.

Ou os partidos políticos nomeiam personagens, para representar o cidadão comum, competentes e com valores suficientes para nomear responsáveis públicos com iguais valores e quando erram assumem responsabilidades ou então será melhor mudar o sistema atual.

Invocar a Democracia para justificar o estado atual do regime político é uma ofensa aos democratas honestos, responsáveis e consequentes, já não colhe.

“Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários”

Maria José Morgado

Bem Hajam

O Centro, os Extremos e a UE

O centro político do PS, o PSD e o CDS, o extremo de esquerda do PCP, o BE e o extremo de direita do CHEGA são os principais atores da atividade política portuguesa. A EU começa (deseja-se) a ser o regulador desta atividade.

Nos anos que levamos do atual regime político, alguma propaganda sempre afirmou que o regime deveria ser protagonizado pelos partidos ditos ao centro, apoiada desde logo pelos diretamente interessados mas também por grupos e pessoas individualmente consideradas como a “inteligência”  e a dita “elite” do País.

Todas estas pessoas apoiadas nos partidos PS, PSD e a tempos CDS têm vivido num autêntico oásis de domínio, tráfico de influência, corrupção, uso indevido de recursos económicos e sociais.

Alguns dos protagonistas do século XXI

Alguns vão justificando como sendo efeitos colaterais ou os custos da democracia e assim vão vivendo com esta realidade e adiando o fim que esperemos esteja para breve.

Não sabemos qual a percentagem da população que se serve abundantemente e sem regra dos recursos de Portugal, mas sabemos que no todo da população é certamente uma percentagem pequena e que a grande maioria está como que aprisionada por este centro político que existe para se fartar a si próprio e aos seus.

O papel e intervenção dos extremos políticos, até á bem poucos anos exclusivamente de esquerda e, mais recentemente, também de direita tem historicamente uma atuação política exclusivamente de protesto contra o centro que tem dominado a vida politica nestes anos de democracia.

Alguns dos protagonistas do século XXI

Como os partidos radicais de esquerda têm programas e propostas politicas que a realidade demonstra não serem adequados ao tempo em que vivemos e ao espaço geográfico em que Portugal está inserido, por consequência têm eleitoralmente uma expressão pequena.

Os partidos radicais de esquerda nos últimos anos perderam a capacidade do protesto e o recente partido radical de direita está ainda num processo de implantação e afirmação de identidade naturalmente ainda com pouca influência.

Chegados aqui temos um regime democrático ocupado politicamente por partidos que dizem se posicionar ao centro político e que á vez vão governando e servindo-se a si próprios e aos seus comparsas dos recursos que a população em geral vai criando: são os partidos de poder

Temos também os partidos de extrema-esquerda e, agora, de extrema-direita que são votados a uma escassa expressão eleitoral e em que a sua voz só é útil para denunciar e protestar.

Sou céltico e parece que estamos bloqueados e votados como povo a um empobrecimento lento mas de sentido único.

No entanto devemos ter esperança no futuro e que algo aconteça e retire de cena esta política, estes dirigentes, estas sanguessugas que vêm, em nome de um interesse nacional, empobrecendo lentamente um País e um povo.

Felizmente que um outro parceiro, a UE, parece querer iniciar uma maior influencia no modo como Portugal e outros Países são governados.

O gigantesco financiamento com alguns fundos grátis e outros em condições consideradas muito vantajosas para Portugal vai ser, e bem, fiscalizado na sua execução pela própria UE. É uma imposição que visa garantir que estes fundos serão totalmente aplicados nos projetos que Portugal vai ter de apresentar para uma aprovação.

Assim, tudo parece que no futuro fundos que venham da EU para projetos e investimentos em Portugal, passarão a ser monitorizados diretamente pelas instituições da UE.

Responsáveis europeus atentos aos responsáveis portugueses

Sou crente e talvez que com estas decisões se inicie um processo de afastamento daqueles que desde á muitos anos se apropriam de muitos dos fundos que têm vindo da UE desde a adesão de Portugal.

Sou crente também que talvez com estas decisões se estanque e puna todos os que através de teias de tráfico de influências que sempre levam a más aplicações de fundos, com resultados indesejados e com prejuízo para os dinheiros dos contribuintes europeus enviados para Portugal.

São muitos milhares de milhões que têm sido entregues aos políticos da nossa terra e com insuficiente controlo por parte das entidades competentes. Sobram as denúncias, as evidências e os factos que suportam esta decisão da UE ter decidido que esta realidade deve terminar.

Bem sei que pelo meio deste lamaçal de má aplicação de fundos europeus, existem também investimentos bem-feitos, com resultados e protagonizados por pessoas sérias, interessadas no desenvolvimento e acima de tudo que respeitam os contribuintes europeus e os fundos que receberam e continuarão a receber. Mas esta realidade do cumprimento e das boas práticas é, ou deveria ser, o “normal”.

O que se espera da UE é que consiga ou imponha este ”normal” a todos os fundos que Portugal doravante vai receber independentemente dos fins a que se destinam.

Benvinda esta decisão da UE de impor regras e fiscalizar a aplicação de fundos. Talvez que no futuro se consiga o mesmo para Portugal. Deus queira.

Bem Hajam.

Comprar online

É importante tomar medidas para se proteger ao fazer compras online. Desde a conveniência de fazer compras online e entrega no dia seguinte até se conseguir ótimas ofertas e um catálogo infinito de itens à venda, a popularidade das compras online só cresceu.

Embora a maior disponibilidade de compras online seja conveniente, também se torna mais lucrativo para os golpistas enganar os compradores para que paguem por bens que não receberão ou obterem  informações pessoais para burlas.

Então, o que se pode fazer? Tomar precauções de segurança, pensar nas consequências das ações online e aproveitar as conveniências da tecnologia com paz de espírito enquanto se faz compras online.

Pensar antes de clicar

Cuidado com os anúncios que incentivam os usuários a clicar em links.

Se receber uma oferta atraente, não clicar no link, em vez disso, ir diretamente para o site da empresa para verificar se a oferta é legitima.

Fazer a ligação a partir de casa:

Os cibercriminosos gostam de criar sites de comércio eletrónico falsos.

Antes de se fazer uma compra, ler as avaliações para saber o que outros utilizadores comentam sobre a empresa. Procurar um local físico e quaisquer informações de atendimento ao cliente, também é uma boa ideia ligar para a empresa para confirmar se são legítimos.

Considerar as opções de pagamento

Usar um cartão de crédito é mais seguro do que usar um cartão de débito, há mais proteção ao consumidor para cartões de crédito se algo acontecer de errado. Pode-se usar um serviço de pagamento de terceiros em vez do cartão de crédito (exemplo PAYPAL) deste modo evita-se o fornecimento de informações sobre o cartão de crédito/débito á empresa vendedora.

Tomar atenção às informações prestadas

Ficar atento aos tipos de informação que são solicitadas para efetuar a compra desejada. Se a empresa vendedora solicitar mais informações do que aqueles que considera suficientes é melhor cancelar a compra. Só é necessário preencher os campos obrigatórios para concluir a compra e não se deve salvar as informações de pagamento no perfil. Caso a conta seja salva automaticamente após a compra, excluir no final do processo os detalhes recolhidos no processo de compra.

Manter o controlo de extratos bancários e de cartão de crédito

Verificar com regularidade as contas bancárias utilizadas em busca de qualquer atividade não autorizada. Uma boa manutenção de registros anda de mãos dadas com a gestão da segurança cibernética. Outra sugestão para controlar a atividade do cartão de crédito é configurar alertas para que, quando for utilizado, receber um e-mail ou mensagem de texto com os detalhes da transação.

Dicas básicas de segurança e proteção

Manter uma máquina limpa. Certificar-se de que todos os dispositivos com ligação á internet – incluindo PCs, smartphones e tablets – estejam livres de malware e virús, instalando apenas as versões mais atuais de software e aplicativos.

Bloqueie o login.

Criar frases-chave longas e exclusivas para todas as contas e usar a autenticação multifator (MFA)* sempre que possível. O MFA fortalecerá as contas online, permitindo as ferramentas de autenticação mais fortes disponíveis, como biometria ou um código único enviado para o telefone ou dispositivo móvel.

Use um Wi-Fi seguro.

Usar o Wi-Fi público para fazer compras online enquanto se está num qualquer estabelecimento é extremamente conveniente, mas não é seguro para a Internet. Não fazer compras via Wi-Fi público, em vez disso, usar uma rede privada virtual (VPN) como um ponto de acesso.

Este texto teve suporte no site: https://staysafeonline.org/

* www.microsoft.com/pt-pt/security/business/identity/mfa

Proteger a rede doméstica de Internet

Uma rede doméstica de Internet protegida significa que todos no ambiente familiar podem usar a Internet com mais segurança.

A maioria das residências tem redes de dispositivos conectados à Internet, incluindo computadores, sistemas de jogos, TVs, tablets, smartphones.

Para proteger a rede doméstica, é precisa ter as ferramentas certas e ter a certeza de que todos podem usar a Internet com mais segurança.

O primeiro passo é manter uma rede limpa e garantir que todos os dispositivos habilitados para internet têm o sistema operacional, navegadores da web e software de segurança mais recentes, incluindo dispositivos móveis que utilizam rede sem fio.

Proteger o wireless router

Uma rede sem fios significa conectar um ponto de acesso à internet, como um cabo ou modem DSL, a um router sem fios. Tornar-se wireless é uma maneira conveniente de permitir que vários aparelhos se liguem à internet em diferentes áreas de uma casa.

No entanto, a menos que se proteja o router, estar-se-á vulnerável a que outros tenham acesso a informações e, consequentemente, possam usar gratuitamente a internet para cometer crimes cibernéticos.

Maneiras de proteger o router

Alterar o nome do router

O ID padrão, chamado identificador do conjunto do serviço (SSID) ou identificador do conjunto do serviço estendido (ESSID), é atribuído pelo fabricante. Mudar o router para um nome que seja exclusivo para o utilizador e que não seja facilmente identificado por outras pessoas.

Alterar a password secreta predefinida no router

Deixar uma password secreta padrão inalterada torna muito mais fácil para os hackers terem acesso á rede. Deve-se alterar o mais breve possível. Uma password forte deve ter pelo menos 12 caracteres. Alguns sites podem permitir espaços na password.

Rever as opções de segurança

Ao escolher o nível de segurança do um router, optar por WPA2, se disponível, ou WPA – esses níveis são mais seguros do que a opção WEP.

Criar uma password de convidado

Alguns router  permitem que convidados usem redes por meio de passwords de convidado independentes. Se tiver muitos utilizadores em sua casa, é uma boa ideia configurar uma rede de convidados.

Use um firewall:

Os firewalls ajudam a impedir que hackers usem os dispositivos para enviar informações pessoais sem a permissão do utilizador. Enquanto o software antivírus verifica e-mails e arquivos recebidos, uma firewell é como um guarda, observando as tentativas de acesso a um sistema e bloqueia as comunicações com fontes que não são permitidas. O sistema operacional e/ou software de segurança provavelmente vem com um firewell pré-instalado, mas deve-se ativar esses recursos.

Plug & scan

USBs e outros dispositivos externos podem ser infectados por virús e malware. Usar o sftware de segurança para verificar.

Proteja o dinheiro

Ao fazer transações bancárias e compras, verificar se a segurança dos sites está assegurada. Procurar endereços da web com “https: //”, o que significa que o site toma medidas extras para ajudar a proteger suas informações.” http:// não é seguro

Fazer backup:

Proteger o valioso trabalho, música, fotos e outras informações digitais fazendo cópias eletrónicas dos arquivos importantes e armazenando-os com segurança.

Este texto teve suporte no site: https://staysafeonline.org/

Noções básicas de segurança online contra Spam e Phishing

Segurança online

Email Malicioso

Um e-mail malicioso pode parecer que vem de uma instituição financeira, um site de comércio eletrônico, uma agência governamental ou qualquer outro serviço ou empresa.

Frequentemente, ele pede que se aja rapidamente, porque a sua conta foi comprometida, seu pedido não pode ser atendido ou há outro assunto urgente para resolver.

Se não tiver a certeza se esta solicitação por e-mail é legítima, deve-se verificá-la com estes procedimentos: contatar a empresa, instituição financeira, agência governamental, etc. – usando as informações oficiais paralelas da entidade que é referida no e-mail suspeito, mas não as informações fornecidas no e-mail.

Spam

Spam é o equivalente do lixo eletrônico. O termo refere-se a e-mails não solicitados, em massa – e muitas vezes indesejados.

  • Maneiras de reduzir o spam: criar filtros nos programas de e-mail. A maioria dos fornecedores de serviços de Internet (ISPs) e fornecedores de e-mail disponibilizam filtros de spam gratuitos, deste modo, dependendo do nível definido, pode-se bloquear os e-mails que se deseja.
  • Reportar spam: a maioria dos fornecedores de e-mail oferece maneiras de marcar um e-mail como spam ou relatar ocorrências de spam.
Phishing

Phishing

Os ataques de phishing usam e-mail ou sites maliciosos (ao clicar num link que é enviado num e-mail suspeito) para recolher informações pessoais e financeiras ou infetar o seu PC, tablet ou smartfhone com malware e vírus.

Spam e Phishing em redes sociais

Spam, phishing e outros golpes não se limitam apenas ao e-mail, mas também prevalecem em sites de redes sociais.As mesmas regras aplicam-se às redes sociais: links em anúncios online, atualizações de status, tweets e outras postagens.   

Como de denunciar spam e phishing nas principais redes sociais:

Este texto teve suporte no site: https://staysafeonline.org/

Segurança na Internet

A segurança na internet é desde quase os seus primórdios algo que merece atenção. É importante para os Países, para as instituições, as empresas e para os utilizadores individuais. Os utilizadores individuais serão porventura os que mais expostos estão a fraudes e que menos defesas têm para se proteger.

Atualmente existe muita informação e aconselhamento de como cada individuo se pode proteger individualmente ou em meio familiar de fraudes, uso indevido de informação pessoal e ataques cibernéticos.

 Os dias de hoje, atendendo ao confinamento em que estamos envolvidos tendemos a aumentar o uso da internet seja para compras, navegar na internet por locais desconhecidos ou partilhas em sites sociais: naturalmente os riscos aumentam em proporção ao tráfico que temos na internet.

Talvez que seja uma boa ideia dedicar algum tempo a recolher informação sobre os riscos efetivos que todos corremos e quais as medidas que poderemos individualmente tomar para prevenir riscos imprevistos.

Tomei a liberdade de, ao consultar um site sobre estes assuntos, construir 3 textos sobre estas matérias e que publicarei neste blog:

  • Noções básicas de segurança online contra Spam e Phishing
  • Proteger a rede doméstica de Internet
  • Comprar online

O site  https://staysafeonline.org/ tem uma perspectiva alargada sobre estas matérias e é de alcance mundial. Para quem está confortável com o idioma inglês uma visita será certamente uma boa surpresa.

Ao nível doméstico também se encontra muita informação disponível, destaco o Centro Nacional de CiberSegurança, https://www.cncs.gov.pt/ . Este site tem disponível um curso online gratuito sobre segurança no comércio eletrónico com um alcance e aplicação em todo o espaço da EU, quer seja para comprar ou vender bens ou serviços.

Tenhamos sempre presente que informação e conhecimento são as chaves decisões importantes.

Bem Hajam