Eleições Presidenciais 2025

Entre o centrão fatigado e a direita insurgente

As próximas eleições presidenciais de janeiro 2026 prometem um confronto inédito: o centrão político, que tem dominado a vida pública portuguesa nas últimas décadas, enfrentará uma direita populista em ascensão, que se apresenta como alternativa ao sistema.

O ato eleitoral colocará frente a frente candidatos independentes e outros com ligações partidárias claras, refletindo a divisão entre a política tradicional e novas formas de mobilização.
Entre os nomes mais falados estão António José Seguro e Marques Mendes, representantes do centrão, Gouveia e Melo, que se posiciona igualmente no centrão, e André Ventura, que lidera a candidatura mais abertamente ideológica e de rutura.

Pelo seu discurso e pelo partido que representa, André Ventura é o candidato que mais curiosidade e expectativa desperta entre os eleitores que procuram uma alternativa ao sistema. Embora ainda não sejam conhecidas todas as suas propostas para a Presidência da República, é possível antecipar o seu conteúdo a partir dos documentos programáticos do partido — nomeadamente as 100 Medidas Chega (2022) e o Programa Eleitoral para as Legislativas de 2025.

I. A matriz ideológica: nacionalismo, conservadorismo e populismo

Com base nesses documentos, é possível traçar o perfil ideológico do Chega como um movimento de matriz nacional-conservadora e populista de direita, que evoluiu de um conjunto de eixos programáticos genéricos para um programa de governo detalhado e coerente.
O Programa Eleitoral de 2025 consolida as ideias apresentadas nas 100 Medidas, reforçando os pilares da soberania nacional, da segurança interna e da rejeição das ideologias progressistas ou globalistas.

1. Nacionalismo e Soberanismo

Ambos os textos colocam a Soberania Nacional e os Interesses de Portugal no centro da ação política.

Patrícia de Melo Moreira/Getti images

2. Conservadorismo Social e Cultural

Esta é uma das dimensões mais consistentes do discurso político do partido.

  • Defesa da família tradicional: Apresentada como “a célula originária e fundamental da sociedade portuguesa”, a família deve, segundo o programa, ser protegida do “combate ideológico” promovido por políticas progressistas.
  • Rejeição da cultura woke: Condena a “propaganda da agenda LGBTI” e da “ideologia de género”, defendendo que o ensino deve preservar a visão tradicional dos papéis familiares e sexuais.
  • Valorização da História e Identidade: O ensino da História de Portugal deve recusar leituras revisionistas e assumir com orgulho o papel do país no mundo e na Lusofonia.
  • Caráter pró-vida: Defende a promoção de uma “cultura pró-vida”, propondo restrições à interrupção voluntária da gravidez, exceto em casos de violação, malformação fetal ou risco de vida da mãe.

3. Populismo Antissistema e Anticorrupção

O Chega apresenta-se como uma força de rutura contra o “sistema podre e corrupto” que, segundo o partido, tem governado o país.

  • Tolerância zero e endurecimento penal: Defende prisão perpétua para crimes graves e castração química para agressores sexuais reincidentes.
  • Combate à corrupção: Propõe agravamento das penas, perda da reforma e impedimento vitalício para políticos condenados exercerem cargos públicos ou transitar para empresas tuteladas.
  • Reforma política: Defende a redução do número de deputados (para 100-180) e a criação de um círculo nacional de compensação eleitoral.

4. Liberalismo Económico

Na economia, o partido aposta numa visão liberal e fiscalmente redutora, com foco na diminuição da intervenção estatal.

  • Simplificação fiscal: Propõe duas taxas de IRS (15% e 30%) e redução progressiva do IRC para 15%.
  • Abolição de impostos: Prevê a eliminação do IMI e do imposto sucessório para familiares diretos.
  • Rejeição do assistencialismo: O Rendimento Social de Inserção deve implicar contrapartidas em trabalho comunitário.

5. Pragmatismo Integrador (2025)

O programa de 2025 introduz medidas de caráter mais técnico, procurando integrar o discurso ideológico em soluções de governação:

  • Saúde: Propõe um modelo misto (ADSE Plus) que combine os setores público, privado e social.
  • Energia: Defende o desenvolvimento da energia nuclear (reatores SMR) para reforçar a soberania energética.
  • Infraestruturas: Propõe abolição de portagens, expansão ferroviária de alta velocidade e novo aeroporto.

II. O significado político da candidatura

Em síntese, os documentos do Chega traduzem uma ideologia nacionalista, conservadora e populista, que procura afirmar-se como resposta ao desgaste do sistema partidário tradicional.
O discurso da soberania, da ordem e do combate à corrupção funciona como eixo mobilizador de um eleitorado que se sente excluído ou desiludido com o “centrão”.

André Ventura, com esse programa, apresenta uma visão clara e coerente — o que, para muitos eleitores, é já uma forma de diferença.
Ainda faltam quase três meses para o ato eleitoral, e muito ruído mediático se fará sentir. Mas este exercício de leitura serve, modestamente, para clarificar o sentido político da sua candidatura e o contraste que ela estabelece com o sistema vigente.

Outros candidatos apresentarão certamente outras visões de Portugal.
O que estará em causa, em janeiro, é mais do que a eleição de um presidente — é o modelo de país que os portugueses desejam reafirmar ou transformar.

Bem hajam.

Nova política, Novos métodos e Novas ambições

Janeiro terminou com frenesim e expetativa nos resultados eleitorais e começou Fevereiro com a perspetiva de os partidos não socialistas terem 4 anos para mudar.

Das muitas citações disponíveis para a necessidade de mudar, utilize-se a que afirma: mesmos métodos igual a mesmos resultados. Se nas próximas eleições se pretende resultados diferentes dos alcançados em 30 de Janeiro, então vai ser necessário mudar métodos, melhor: estratégias.

Utilizando a ‘data’ referente às eleições deste século, não é necessário recuar mais, verifica-se que a soma de votos nos partidos antes citados, mostra uma regularidade cerca de 2.2 milhões de votos (excetuando em 2002 e 2011) e que estas votações não conseguem superar as que os partidos da área socialista conseguem, pelo que eles é que governam.

Quanto ao passado mais ou menos recente poderemos ficar por aqui, até porque as memórias deixadas não são de motivar alegrias.

O que este início de Fevereiro nos oferece, no que diz respeito a este assunto, é que os partidos não socialistas (#PSD, #CDS, #IL e #CHEGA) estão com realidades diferentes por comparação com as anteriores a 30 de Janeiro. Dois destes partidos estão em movimento descendente e os outros dois em movimento ascendente.

Este pode ser o momento para identificar qual o primeiro objetivo a alcançar: criar ‘escala’ no número de votos somando, o mais possível, a eleição de deputados nas próximas eleições.

Estamos muito longe de conseguir que todos ou parte destes partidos se disponham a juntar votos, no entanto é sobre mudar que se vai escrever aqui.

Todos sabemos que, para se apresentarem a eleições, os partidos elaboram as suas propostas eleitorais: uns mais criativos, substantivos, extensos ou nulos que outros. Também sabemos que utilizam diferentes meios de fazerem chegar as propostas eleitorais aos seus potenciais eleitores.

Foi assim por muitos anos e até parece que estes métodos são os suficientes pois que vão permitindo resultados melhores face aos resultados anteriores (IL e CHEGA), mas também permitem piores resultados (PSD e CDS).

Individualizando, na perspetiva aqui em destaque da conquista de mais eleitores, poder-se-á considerar que:

O #PSD, que tem uma implantação nacional, não funciona no que aos eleitores diz respeito: não contata, não comunica, não recolhe informação local, não prepara os seus militantes potenciais candidatos locais e, em conclusão não está presente junto da polução de uma forma permanente. Não se conquistam novos eleitores somente com aparições na última hora durante uma campanha eleitoral e com arruadas de uns poucos eleitores de sempre.

Este partido tem das melhores condições para conseguir bons resultados eleitorais:

  • Uma ideologia consolidada e aceite com uma base eleitoral significativa;
  • Recursos financeiros suficientes,
  • Uma bancada parlamentar em quantidade suficiente para ouvir e representar os eleitores de todos os círculos eleitorais;
  • Apresenta programas eleitorais com qualidade e responsáveis

Não obstante, na vence, não convence, não consegue manter um rumo consistente e a mensagem a novos potenciais eleitores não passa. Parece que não tem identificado o eleitorado que pretende conquistar e as equipas dirigentes não conseguem acertar nos melhores planos para os objetivos pretendidos.

Esta realidade não perspetiva um futuro diferente da situação atual.

O #CDS é aquele partido preguiçoso que não trabalha, não tira vantagem da reduzida implantação local, na ouve os eleitores, excluindo em períodos de campanha eleitoral, e o seu ‘programa’ vem declinando em aceitação faz algum tempo.

Lamenta-se e deseja-se que se reabilite. Ainda existem muitos i eleitores e a Democracia-Cristã merece uma representação forte e permanente.

Estes partidos, #PSD e #CDS, não foram suficientes e dececionaram todos os que pensaram numa mudança de rumo na liderança política portuguesa. Contudo, emergiram, de mínimos, dois outros partidos no espaço não socialista e essa é uma boa nova. 

A #Iniciativa Liberal-IL consegue uma representação parlamentar dentro dos objetivos divulgados pela liderança do partido o que significa que o trabalho desenvolvido foi intencional e com conhecimento dos métodos de conquista de ‘eleitores’:

  • Mostrou conhecer o território em que pretendia, preferencialmente, crescer eleitoralmente;
  • Identificou com rigor os perfis de ‘eleitores’ que pretendia conquistar;
  • Elaborou um ‘programa eleitoral’ ajustado ao perfil de eleitor pretendido;
  • Fixou-se em poucas ideias chave mas impactantes, um marketing moderno e uma campanha de rua jovem e positiva.

Este partido, em que os seus principais dirigentes têm origem no setor privado da economia, demonstrou que é possível arrancar com o liberalismo do início e criar uma implantação territorial e eleitoral suficiente para objetivos mais ambiciosos.

A Iniciativa Liberal sabe que existem 4 milhões de ‘eleitores’ que não votam e que representam um potencial de crescimento garantido. A experiencia adquirida, nos seus percursos profissionais, no setor privado da sociedade português, permite-lhes dominar as ferramentas da conquista eleitoral, pelo que previsivelmente o futura vai trazer mais sucesso para a IL e, por consequência, para o espaço não socialista.

O #CHEGA, que utilizou uma estratégia diferente da #IL, confirmou o que prometeu e merecia:

  • Em 2 anos tornou conhecido o nome do partido e do líder a uma escala territorial quase que total:
  • Apostou 100% nas pessoas com a angariação e formação do maior número possível de militantes;
  • Utilizou um discurso que vários segmentos de eleitores aprovam e de choque para os seus opositores, resultou em pleno: todos têm de falar do #CHEGA e do #André Ventura e se não for por bem que seja por mal;
  • Já conseguiu uma implantação local em grande parte do território nacional e com significativos eleitos locais;
  • Não privilegia nenhum perfil de ‘eleitor’ o que facilita a comunicação que poderá ser simples e entendida pelas pessoas comuns;
  • Tem os seus principais dirigentes com origem no setor privado da economia e, consequentemente, domina também as ferramentas de conquista do eleitor.

Este partido tem os seus objetivos de crescimento bem definidos e uma estratégia para os alcançar:

  • Crescer eleitoralmente junto dos eleitores que não votam e vai disputar este perfil de eleitor com a #IL;
  • Criar uma presença total no território nacional por forma a absorver eventuais eleitores por um possível esvaziamento do #PSD;
  • Moderação do discurso e da comunicação para uma melhor aceitação: este partido sabe que a partir de uma determinada fase do plano tem de ajustar a linguagem e as mensagens ao eleitorado que necessita para crescer.

Em conclusão:

  • São apresentados dois casos distintos dos 4 partidos que representam o espaço eleitoral dos eleitores não socialistas;
  • Um caso que agrupa os partidos #PSD e #CDS em curva descendente. O #PSD mantém um potencial grande de reversão para uma linha reta que dê suporte ao início de uma curva ascendente. O #CDS a lutar para a curva descendente não atingir o nível zero;
  • Estes partidos não são ativos permanentes na intenção de conquistar eleitores.
  • Um segundo caso que agrupa os partidos #IL e #CHEGA em curva ascendente;
  • O #IL tem potencial de crescimento, no curto prazo, moderado, o nicho de mercado do liberalismo não tem histórico no Portugal destes tempos pelo que, a tendência será a de consolidar e estruturar para um novo impulso de crescimento no futuro;
  • O #CHEGA tem bem claro que quer crescer muito e rapidamente, tem a estrutura de consolidação mais avançada. Ao ser generalista no crescimento pretendido pode absorver, em caso de grande procura, um maior número de eleitores num menor tempo. Tem capacidade de trabalho e tem bem claro o que tem de fazer, como fazer, recursos que necessita para fazer e com quem vai fazer;
  • Estes partidos são ativos permanentes na intenção de conquistar eleitores.

Poderá acontecer que num próximo ato eleitoral se venha a registar que este início de Fevereiro de 2022 marcou o princípio de uma frente eleitoral de partidos não socialistas de sucesso e vitória. Até que aconteça, deverá ser ao modo das empresas de sucesso: 3% de inteligência e 97% de trabalho e suor.

Bem Hajam

Eleições legislativas 2022 – Uma perspetiva

Os passados dias 27 e 28 de Novembro poderão vir a ser dias para recordar como o início consistente de uma viragem maioritária do eleitorado á direita.

No dia 27 o #PSD escolheu o seu líder, #Rui Rio, para se apresentar às eleições legislativas de 30 de Janeiro do próximo ano.

Rui Rio

No dia 28 o #Chega confirmou como líder #André Ventura, que vai ser o rosto do partido nas eleições já anunciadas.

André Ventura

Ambos vão ser importantes na afirmação política do espaço ideológico que se posiciona á direita dos socialistas, sejam quais forem.

Sendo pessoas diferentes, não deixem de ter características em comum: são patriotas, apoiantes de uma economia liberal, anti-socialistas, carismáticos, conhecem-se bem (possivelmente nas relações informais e privadas mantêm contactos) e, o mais importante, ambos pretendem liderar um novo rumo para Portugal.

Com este ponto de partida ambos vão trilhar percursos diferente, com eleitorados e propostas diferentes. É normal e desejável e o objetivo não deixa de ser comum: excluir o socialismo da área da governação.

Rui Rio, que leva vários anos a afirmar qual o posicionamento ideológica que pretende ter como eleitorado maioritário, apresentará um programa eleitoral que possa agradar ao seu eleitorado natural e investir no eleitorado do socialismo, principalmente o que vota PS.

Este programa eleitoral não afrontará ou ignorará os funcionários do sector público do estado e os pensionistas, nomeadamente os de mais baixas pensões e para quem a estabilidade e continuidade de atenção é indispensável. Este eleitorado tem um peso muito significativo no voto PS, tanto que foi quase que exclusivamente o garante que o partido teve nas últimas eleições.

É neste eleitorado que Rui Rio vai concentrar 50% do seu esforço. Tendo êxito obtém uma dupla vitória: consegue novos eleitores e, na proporção, esvazia o PS.

Os restantes 50% de esforço serão canalizados para a larga faixa de eleitorado que, desde 2015, não se vê representado no socialismo de António Costa e que é o sector privado: sejam os trabalhadores por conta de outrem, os que trabalham em nome individual ou os empresários de média ou pequena dimensão. Os grandes empresários, pela dimensão, sempre se sentem confortáveis com ou sem socialismo. Financiam ambas as partes.

Vamos ter um Rui Rio moderado no discurso mas contundente em áreas específicas: na área económica para o sector privado e nas áreas da saúde, ensino e sector social no sector público. Propostas concretas para nichos de eleitorado não fraturantes para o eleitorado a quem se dirige.

Vamos ter, também, o habitual em épocas de eleições: baixas de impostos e intenções de reformas do ‘sistema’.

Um plano ou projeto para Portugal no futuro certamente não vai acontecer desta vez. O sistema eleitoral e os ciclos de legislatura (4 anos) não permitem que se possa pensar global e abrangente para Portugal de uma forma credível. O passado democrático assim o demonstra.

O cidadão António Costa, na pele de primeiro-ministro, é que proclamava projetos e realidades para um futuro a 10,15,20 ou mais anos. Isso não existe e só ‘vendedores de ilusão´ é que o fazem. Nisso o PS tem alguns especialistas.

Rui Rio tem perfil de estadista, tem experiência política e profissional, pode ser que tenha adquirido as ferramentas para ser popular e, deste modo, conquistar a grande massa de eleitores que se move pelas questões mais simples do dia-a-dia.

Se Rui Rio conseguir eleitores suficientes para formar um governo estável dará um contributo grande para o que muitos designam como ‘refundação da direita´’ ao agregar todo um eleitorado que se movimente ao ‘centro’. Segundo alguns especialistas a maioria.

André Ventura e o partido Chega tem também um papel importante a desempenhar e que, de resto, já o vem vindo a fazer.

No passado recente havia a consciência, não expressa, de que muitos eleitores não se reviam nos partidos que, então, se propunham representá-los: o CDS e, porque não escrevê-lo, uma parte do PSD.

Estes eleitores que não tinham voz possivelmente engrossavam o número de abstencionistas ou votavam nas alternativas antes enunciadas, mas contrariados. Estes eleitores têm uma característica comum: são anti-socialismo.

Havia um vazio no espaço eleitoral da direita na democracia em Portugal que não se justificava. Esta realidade não fazia sentido e era necessário algo novo que mobiliza-se e agrega-se estes eleitores por forma a terem voz.

Foi o partido Chega ou poderia ter sido com outro nome e foi André Ventura como poderia ter sido um outro qualquer cidadão com o perfil para a empreitada.

A iniciativa foi bem-sucedida, o plano de implementação foi bem delineado e o resultado foi um partido novo que em 3 anos consegue posicionar-se com boas perspetivas de cobrir o espaço da direita que estava órfã de representação.

André Ventura aprendeu, ou já sabia, bem a lição: falar grosso, contra o ‘sistema’, algumas propostas fraturantes e esperar que a esquerda fizesse o trabalho de o dar a conhecer aos portugueses e de implantar o partido.

O que se passou faz lembrar o acontecido com a UBER e os taxistas: a UBER apareceu, afrontou os taxistas e estes na sua arrogância fizeram, com os incidentes que provocaram, o trabalho de anunciar a plataforma ao País. Resultado: a UBER é um sucesso.

André Ventura que tem neste momento uma base eleitoral identificada e estabilizada, prepara-se para a conquista do eleitorado que lhe assegure força suficiente paro o confronto político que se seguirá: suporte, em caso de necessidade, a um governo não socialista.

André Ventura vai propor ao eleitorado um programa económico liberal em linha com o que é habitual em partidos de direita na Europa, com afrontamento, ao invés do PSD, ao sector público do estado e uma pressão grande na área dos valores.

As atuais bandeiras do Chega estarão todas presentes não só para fixar o atual eleitorado como também cativar eleitorado que estava no CDS e PSD e que se revê nesses valores.

O futuro ditará quanto vale esta aposta na direita que estava sem representação.

A esquerda radical irá continuar a insultar este partido até que entenda que o seu problema não está numa nova direita mas sim numa ultrapassada esquerda que dizem representar.

António Costa com a esquerda radical

Não esquecemos os restantes dois partidos que se posicionam na Direita: a Iniciativa Liberal e o CDS.

Quanto aos liberais são, por enquanto, um nicho de eleitores com potencial de crescimento. No entanto, a prazo estarão condicionados pelo crescimento do Chega e a consolidação do PSD como partido de governo. O futuro ninguém o conhece e pode que esta opinião esteja completamente fora de sentido.

O CDS foi um partido importante no seu longo passado, mas que com a saída de Manuel Monteiro e o fim do seu projeto e, com a entrada de Paulo Portas atingiu o seu máximo para logo depois começar a sua queda.

Paulo Portas foi aquele eucalipto que tudo secou em redor e, a saída deste, levou o CDS de queda em queda até ao momento atual. Um partido sem gente experiente e de referência, dominado por jovens de uma geração em que tudo lhes parece fácil e se concentra no objetivo individual.

Terminando, esta perspetiva real ou ficcionada de Portugal, após as próximas eleições de Janeiro, enquadra-se no que é hoje a UE.

Uma realidade que não oferece ameaças ao ‘status’ dos países maioritários da UE e acaba com esta aventura socialista numa europa liberal.

Um espaço da direita que, em quase todos os países europeus, tem representação partidária e política nos respetivos parlamentos. É um normal na europa a existência de partidos radicais de direita.

Janeiro de 2022 vai ser, mais uma vez, o mês em que os eleitores vão escolher o futuro político de Portugal. Talvez que os que pretendem uma mudança superem os que preferem como está. Veremos.

Bem hajam.