Nova política, Novos métodos e Novas ambições

Janeiro terminou com frenesim e expetativa nos resultados eleitorais e começou Fevereiro com a perspetiva de os partidos não socialistas terem 4 anos para mudar.

Das muitas citações disponíveis para a necessidade de mudar, utilize-se a que afirma: mesmos métodos igual a mesmos resultados. Se nas próximas eleições se pretende resultados diferentes dos alcançados em 30 de Janeiro, então vai ser necessário mudar métodos, melhor: estratégias.

Utilizando a ‘data’ referente às eleições deste século, não é necessário recuar mais, verifica-se que a soma de votos nos partidos antes citados, mostra uma regularidade cerca de 2.2 milhões de votos (excetuando em 2002 e 2011) e que estas votações não conseguem superar as que os partidos da área socialista conseguem, pelo que eles é que governam.

Quanto ao passado mais ou menos recente poderemos ficar por aqui, até porque as memórias deixadas não são de motivar alegrias.

O que este início de Fevereiro nos oferece, no que diz respeito a este assunto, é que os partidos não socialistas (#PSD, #CDS, #IL e #CHEGA) estão com realidades diferentes por comparação com as anteriores a 30 de Janeiro. Dois destes partidos estão em movimento descendente e os outros dois em movimento ascendente.

Este pode ser o momento para identificar qual o primeiro objetivo a alcançar: criar ‘escala’ no número de votos somando, o mais possível, a eleição de deputados nas próximas eleições.

Estamos muito longe de conseguir que todos ou parte destes partidos se disponham a juntar votos, no entanto é sobre mudar que se vai escrever aqui.

Todos sabemos que, para se apresentarem a eleições, os partidos elaboram as suas propostas eleitorais: uns mais criativos, substantivos, extensos ou nulos que outros. Também sabemos que utilizam diferentes meios de fazerem chegar as propostas eleitorais aos seus potenciais eleitores.

Foi assim por muitos anos e até parece que estes métodos são os suficientes pois que vão permitindo resultados melhores face aos resultados anteriores (IL e CHEGA), mas também permitem piores resultados (PSD e CDS).

Individualizando, na perspetiva aqui em destaque da conquista de mais eleitores, poder-se-á considerar que:

O #PSD, que tem uma implantação nacional, não funciona no que aos eleitores diz respeito: não contata, não comunica, não recolhe informação local, não prepara os seus militantes potenciais candidatos locais e, em conclusão não está presente junto da polução de uma forma permanente. Não se conquistam novos eleitores somente com aparições na última hora durante uma campanha eleitoral e com arruadas de uns poucos eleitores de sempre.

Este partido tem das melhores condições para conseguir bons resultados eleitorais:

  • Uma ideologia consolidada e aceite com uma base eleitoral significativa;
  • Recursos financeiros suficientes,
  • Uma bancada parlamentar em quantidade suficiente para ouvir e representar os eleitores de todos os círculos eleitorais;
  • Apresenta programas eleitorais com qualidade e responsáveis

Não obstante, na vence, não convence, não consegue manter um rumo consistente e a mensagem a novos potenciais eleitores não passa. Parece que não tem identificado o eleitorado que pretende conquistar e as equipas dirigentes não conseguem acertar nos melhores planos para os objetivos pretendidos.

Esta realidade não perspetiva um futuro diferente da situação atual.

O #CDS é aquele partido preguiçoso que não trabalha, não tira vantagem da reduzida implantação local, na ouve os eleitores, excluindo em períodos de campanha eleitoral, e o seu ‘programa’ vem declinando em aceitação faz algum tempo.

Lamenta-se e deseja-se que se reabilite. Ainda existem muitos i eleitores e a Democracia-Cristã merece uma representação forte e permanente.

Estes partidos, #PSD e #CDS, não foram suficientes e dececionaram todos os que pensaram numa mudança de rumo na liderança política portuguesa. Contudo, emergiram, de mínimos, dois outros partidos no espaço não socialista e essa é uma boa nova. 

A #Iniciativa Liberal-IL consegue uma representação parlamentar dentro dos objetivos divulgados pela liderança do partido o que significa que o trabalho desenvolvido foi intencional e com conhecimento dos métodos de conquista de ‘eleitores’:

  • Mostrou conhecer o território em que pretendia, preferencialmente, crescer eleitoralmente;
  • Identificou com rigor os perfis de ‘eleitores’ que pretendia conquistar;
  • Elaborou um ‘programa eleitoral’ ajustado ao perfil de eleitor pretendido;
  • Fixou-se em poucas ideias chave mas impactantes, um marketing moderno e uma campanha de rua jovem e positiva.

Este partido, em que os seus principais dirigentes têm origem no setor privado da economia, demonstrou que é possível arrancar com o liberalismo do início e criar uma implantação territorial e eleitoral suficiente para objetivos mais ambiciosos.

A Iniciativa Liberal sabe que existem 4 milhões de ‘eleitores’ que não votam e que representam um potencial de crescimento garantido. A experiencia adquirida, nos seus percursos profissionais, no setor privado da sociedade português, permite-lhes dominar as ferramentas da conquista eleitoral, pelo que previsivelmente o futura vai trazer mais sucesso para a IL e, por consequência, para o espaço não socialista.

O #CHEGA, que utilizou uma estratégia diferente da #IL, confirmou o que prometeu e merecia:

  • Em 2 anos tornou conhecido o nome do partido e do líder a uma escala territorial quase que total:
  • Apostou 100% nas pessoas com a angariação e formação do maior número possível de militantes;
  • Utilizou um discurso que vários segmentos de eleitores aprovam e de choque para os seus opositores, resultou em pleno: todos têm de falar do #CHEGA e do #André Ventura e se não for por bem que seja por mal;
  • Já conseguiu uma implantação local em grande parte do território nacional e com significativos eleitos locais;
  • Não privilegia nenhum perfil de ‘eleitor’ o que facilita a comunicação que poderá ser simples e entendida pelas pessoas comuns;
  • Tem os seus principais dirigentes com origem no setor privado da economia e, consequentemente, domina também as ferramentas de conquista do eleitor.

Este partido tem os seus objetivos de crescimento bem definidos e uma estratégia para os alcançar:

  • Crescer eleitoralmente junto dos eleitores que não votam e vai disputar este perfil de eleitor com a #IL;
  • Criar uma presença total no território nacional por forma a absorver eventuais eleitores por um possível esvaziamento do #PSD;
  • Moderação do discurso e da comunicação para uma melhor aceitação: este partido sabe que a partir de uma determinada fase do plano tem de ajustar a linguagem e as mensagens ao eleitorado que necessita para crescer.

Em conclusão:

  • São apresentados dois casos distintos dos 4 partidos que representam o espaço eleitoral dos eleitores não socialistas;
  • Um caso que agrupa os partidos #PSD e #CDS em curva descendente. O #PSD mantém um potencial grande de reversão para uma linha reta que dê suporte ao início de uma curva ascendente. O #CDS a lutar para a curva descendente não atingir o nível zero;
  • Estes partidos não são ativos permanentes na intenção de conquistar eleitores.
  • Um segundo caso que agrupa os partidos #IL e #CHEGA em curva ascendente;
  • O #IL tem potencial de crescimento, no curto prazo, moderado, o nicho de mercado do liberalismo não tem histórico no Portugal destes tempos pelo que, a tendência será a de consolidar e estruturar para um novo impulso de crescimento no futuro;
  • O #CHEGA tem bem claro que quer crescer muito e rapidamente, tem a estrutura de consolidação mais avançada. Ao ser generalista no crescimento pretendido pode absorver, em caso de grande procura, um maior número de eleitores num menor tempo. Tem capacidade de trabalho e tem bem claro o que tem de fazer, como fazer, recursos que necessita para fazer e com quem vai fazer;
  • Estes partidos são ativos permanentes na intenção de conquistar eleitores.

Poderá acontecer que num próximo ato eleitoral se venha a registar que este início de Fevereiro de 2022 marcou o princípio de uma frente eleitoral de partidos não socialistas de sucesso e vitória. Até que aconteça, deverá ser ao modo das empresas de sucesso: 3% de inteligência e 97% de trabalho e suor.

Bem Hajam

Eleições Legislativas 2022

As eleições legislativas do passado dia 30 de Janeiro foram surpreendentes face ao que os ‘analistas profissionais’ e empresas de sondagens prognosticaram: mais uma vez erraram.

O Partido Socialista ganhou e os partidos não socialistas foram insuficientes: o PS viu reforçada a sua bancada de deputados e vai poder governar em pleno nas suas capacidades e vontade própria, os partidos não socialistas vão ter 4 anos para se organizarem individual e coletivamente.

O quadro seguinte mostra que o número de votos dos 4 partidos não socialistas não aumentou no total geral face ao histórico das eleições anteriores desde o ano 2000:

O total de votos, com duas exceções, apresenta uma média constante de entre 2.1 e 2.3 milhões de votos em 5 de 7 atos eleitorais realizados neste século XXI.

As exceções são relativas aos anos de2002 e 2011 que resultaram de 2 governos de má memória para Portugal: António Guterres e José Sócrates. Os partidos PSD e CDS, únicos representantes do espaço não socialista de então, apresentaram-se a votos individualmente somando, respetivamente, cerca de 2.7 e 2,8 milhões.

Para estes dois singulares resultados eleitorais o PS deu um contributo significativo: Foi o ‘pantano’ em 2002 e a ‘insolvência (quase) nacional’ em 2011.

Os bons e promissores resultados eleitorais dos dois novos partidos (IL e CHEGA), nesta área não socialista, não somaram, face ao histórico anterior, tendo mesmo diminuído face a 2019. Poder-se-á, provavelmente, concluir que os partidos CHEGA e IL cresceram em número de votos em paridade com o número de votos que os partidos PSD e CDS diminuíram. Donde, para a causa de um espaço político não socialista, ficou tudo como antes.

Se no que respeita ao número de votos obtidos estamos esclarecidos, vejamos quanto ao número de deputados eleitos o que estas eleições nos mostram:

Este quadro mostra resultados aparentemente contraditórios:

  • Em 2015, os partidos não socialistas (PSD e CDS) concorreram coligados na maioria dos círculos eleitorais e com 2 milhões de votos elegeram 104 deputados;
  • Em 2019, os 4 partidos não socialistas (PSD, CDS, IL e CHEGA) concorreram individualmente na totalidade dos círculos eleitorais e com quase 2.3 milhões de votos elegeram 80 deputados e,
  • Em 2022, os 4 partidos não socialistas (PSD, CDS, IL e CHEGA) voltaram a concorrer individualmente na quase totalidade dos círculos eleitorais e com pouco mais de 2,2 milhões de votos elegeram 96 deputados.

Poderemos concluir, possivelmente, que a coligação formada nas eleições em 2015 entre o PSD e o CDS, apesar de um menor número de votos por comparação com as eleições de 2019 e agora em 2022, obteve um maior número de deputados por comparação com as eleições de 2019 e 2022. É o método de D’Hondt a funcionar e que não permite uma paridade de votos obtidos com deputados eleitos.

Esta realidade dá força aos que defendem, com o próprio incluído, que os atuais partidos, do espaço não socialista, deveriam pensar em coligações em determinados círculos eleitorais para futuras eleições legislativas e outras.

Finalmente, poderemos ver o quadro que mostra os resultados eleitorais destas eleições de 2022, no que a número de votos que não contribuíram para a eleição de deputados diz respeito, por círculo eleitoral com exceção dos 2 círculos da emigração:

  • Se, conforme cada círculo eleitoral, é possível eleger 1 deputado por cada conjunto de entre 19 e 22 mil votantes, o quadro diz-nos que o espaço dos partidos poderia ter elegido mais 5 deputados: Viseu, Coimbra, Portalegre, Beja e Aveiro. Em Lisboa, como sabemos, os 19,5 mil votos do CDS não foram suficientes;
  • Portalegre e Beja são bons exemplos: nenhum dos 4 partidos elegeu qualquer deputado.

 No texto publicado, antes destas eleições em Janeiro – https://viriatobatalha.blog/2022/01/ – deu-se destaque a esta realidade do voto que conta e do que não conta para a eleição de deputados. 

Muitas pessoas e alguns movimentos independentes dos partidos, do espaço não socialista, argumentam que é importante dar atenção a esta questão no quadro do sistema eleitoral D’Hondt. Os partidos deste espaço político deveriam incluir, nas suas futuras prioridades, esta temática.

Bem Hajam

Como (tentar) ganhar as Eleições Legislativas 2022

As eleições legislativas deste mês vão ter, em confronto direto e único, duas opções claras de futuro imediato para os portugueses: o socialismo com o apoio do comunismo e radicais ou, os partidos não socialistas.

É verdade que vão a votos vários partidos políticos e que os eleitores têm múltiplas opções de voto.

Não obstante, tudo se resume a duas únicas soluções: por vontade dos eleitores e, também, porque a generalidade dos restantes partidos não constituem uma real opção de liderança e, consequentemente, soluções para o futuro imediato.

No que respeita ao socialismo que nos é prometido já deu prova do que faz e, deste modo, não importa aqui escrever muito mais: tem os seus eleitores e outros que se encarreguem de os motivar ao voto.

Quanto aos eleitores não socialistas importa escrever um pouco. As opções de escolha são múltiplas e a tendência será de distribuir os votos pelos vários partidos em disputa.

Estes partidos encontram argumentos para marcar diferenças do seu opositor, qualquer um destes líderes sente o dever de vencer, qualquer um destes partidos políticos tem uma fila imensa de candidatos a deputados e, infelizmente, qualquer um destes partidos pensa primeiro em si e nos seus interesses. No fim e contas feita, no passado, só um tem ganho e os restantes procuram argumentos para justificar os resultados obtidos.

Os partidos do socialismo são farinha do mesmo saco, no entanto têm uma vantagem: somam mais eleitores e, apesar de divididos por vários líderes, voltarão a ganhar e a impor mais socialismo e por mais tempo.

Estarão, os não socialistas, conformados com a realidade de os socialistas elegerem mais deputados como temos vivido nos últimos anos? Possivelmente sim, é a democracia a funcionar e os que têm mais votos é que governam.

Resta-nos a resignação de ficar em casa e não ir votar? Possivelmente sim.

Será que é inteligente ver os 4 partidos não socialistas concentrados, cada um por si, a tentar conquistar mais uns pontos percentuais no resultado final nacional e, no fim, clamar por ter ficado na 3º posição ou lamentar ter ficado em último? Sou céptico quanto a uma resposta definitiva.

Ao invés, sou crente de que verdadeiramente importante é eleger deputados suficientes para impedir o socialismo de ter uma maioria de deputados,

Assim, o que será inteligente, por ser inovador, deverá passar por os 4 partidos não socialista procurarem, cada um por si, aumentar os votos, somando coletivamente para eleger um número de deputados igual ou superior a 216.

Sabemos que o número de deputados eleitos pode não corresponder, proporcionalmente, ao percentual nacional no resultado final das eleições. Esta realidade deriva do método utilizado para eleger deputados por círculo eleitoral individualmente considerado.

Nos círculos eleitorais em que os partidos não elegem nenhum deputado, os votos que obtém, nesses mesmos círculos, só contam para o percentual nacional. São votos úteis para efeito de contagem nacional e são votos inúteis para efeito de eleição de deputados.

Exemplo:

  • Os partidos CHEGA e Iniciativa Liberal tiveram, nas últimas eleições legislativas, 66,448 e 65.545 votos respetivamente;
  • Em Lisboa tiveram 22.053 e 27.166 votos respetivamente. Foram votos úteis:
  • Com estes votos estes partidos elegeram 1 deputado respetivamente
  • Os votos nos restantes círculos eleitorais (44.395 e 38.378) contaram para o percentual nacional e não contaram para eleger mais nenhum deputado. Foram votos inúteis.
Exemplo de votos inúteis

Um voto, num determinado partido, é útil quando provoca um efeito positivo real:

  • Se o voto permite o aumento do percentual nacional é útil para quem o recebe;
  • Se o voto não permite, por insuficiente, a eleição de um deputado, num círculo eleitoral, é inútil para quem o recebe.

Este exemplo, em conformidade com o exposto, demonstra que estes 2 partidos tiveram, para efeitos de eleição de deputados a um nível nacional 44.395 e 38.379 votos inúteis respetivamente.

 Todos sabemos que as eleições são para formar a Assembleia da Republica com a eleição de 230 deputados. Os deputados são eleitos em 18 círculos distritais nacionais, 2 círculos das regiões autónomas e 2 círculos da emigração. Cada círculo é composto por um determinado número de deputados.

Os resultados de deputados, não socialistas, eleitos nas últimas eleições de 2019 e 2015 apresentam o seguinte quadro:

  • Eleitos em 2019 pertencem a 4 listas de candidatos: PSD, CDS, IL, CHEGA
  • Eleitos em 2015 pertencem a 1 lista; PSD/CDS

Segmentando os resultados nacionais poderemos classificar os círculos eleitorais em 3 níveis diferentes:

Um primeiro nível de círculos eleitorais que elegem até 8 deputados e elegeram só deputados do PSD em 2019:

Nível 1
  • A união de votos em 2015 entre o PSD e o CDS elegeu mais 8 deputados do que em 2019;
  • O PSD não elegeu em 2019 nenhum deputado nos círculos de Portalegre, Évora e Beja num total de 8 deputados a eleger. Em união com o CDS elegeu em 2015 3 deputados nestes círculos.
  • Os novos partidos IL, Chega e o CDS, apesar do número de votos obtidos, não elegeram qualquer deputado neste conjunto de círculos eleitorais.
  • Para efeitos de eleição de deputados, os votos apresentados, no quadro anterior, foram inúteis.

Um segundo nível de círculos eleitorais que elegem 9 ou mais deputados com as exceções de Porto e Lisboa

Nível 2
  • A união de votos em 2015 entre o PSD e o CDS elegeu mais 8 deputados do que em 2019 e repete-se o que aconteceu nos círculos eleitorais no primeiro nível;
  • Os novos partidos IL e CHEGA, apesar do número de votos obtidos, não elegeram qualquer deputado neste conjunto de círculos eleitorais;
  • O CDS, apesar do número de votos obtidos nos círculos eleitorais de Coimbra, Leiria, Santarém, Setúbal e Faro, não elegeu qualquer deputado neste conjunto de círculos eleitorais;
  • Para efeitos de eleição de deputados, os votos apresentados, no quadro anterior, foram inúteis.
Nível 3
  • A união de votos em 2015 entre o PSD e o CDS elegeu mais 5 deputados do que em 2019, repete-se o que aconteceu nos círculos eleitorais no primeiro nível e segundo níveis;
  • Os novos partidos IL e CHEGA, apesar do número de votos obtidos, não elegeram qualquer deputado no círculo eleitoral do Porto, tendo elegido 1 deputado em Lisboa cada partido;
  • Neste quadro o PSD e CDS tiveram deputados eleitos e os partidos IL e CHEGA tiveram os seus votos no círculo eleitoral do Porto inúteis.

Em conclusão:

  • O número de deputados não socialistas eleitos nas eleições legislativas de 2019 e 2015 mostram que quando os partidos uniram os votos elegeram mais deputados no total dos círculos eleitorais (2019 = 80 deputados e 2015 = 104);
  •  Nas eleições de 2019 só o PSD elegeu deputados nos círculos eleitorais apresentados no nível 1;
  • O número de votos inúteis é expressivo quando os partidos se apresentam individualmente;
  • Um voto só é útil, para quem o recebe, quando permite eleger mais deputados, quando não permite eleger deputado algum é sempre um voto inútil.
  • Em Portugal dá-se destaque ao percentual de votos alcançado no final de cada eleição, no entanto, as eleições de 2019 demonstraram que o importante fora os deputados eleitos pelo socialismo, o comunismo e o radicalismo de esquerda.

Virando a página, os partidos não socialistas que têm a pretensão de terem uma maioria na próxima legislatura deveriam concentrar-se no objetivo principal de criar as condições para elegerem, no seu conjunto, um mínimo de 116 deputados, assim:

  • Para esta pretensão existem 4 partidos políticos: PSD, CDS, IL e CHEGA com todos a concorrem individualmente;
  • O PSD elege deputados em todos os círculos eleitorais com a exceção de Portalegre, Évora, Beja que nas eleições de 2019 ficou a zeros. Tem todos os seus votos são úteis com as exceções apresentados em que os votos serão inúteis se não reverter o último resultado de 2019;
  • O CDS não elege deputados em todos os círculos eleitorais apresentados no quadro do nível um e, igualmente, em todos os círculos eleitorais do quadro do nível 2 com a exceção dos círculos de Braga e Aveiro. Mantendo os deputados nestes círculos eleitorais de Braga e Aveiro terá os seus votos úteis, nos restantes círculos eleitorais, não revertendo o último resultado 2019, terá todos os seus votos inúteis;
  • Os partidos IL e CHEGA são uma incógnita quanto á perspetiva de votos úteis ou inúteis no que se refere aos círculos eleitorais dos quadros nível 1 e 2 e só o resultado final dirá quantos deputados elegerão nestes círculos e em quantos círculos;
  • Lisboa e Porto são círculos eleitorais em que todos estes 4 partidos elegerão, previsivelmente, deputados pelo que todos os votos que receberem serão úteis.

A necessidade de os partidos, em cada círculo eleitoral, terem um determinado número mínimo de votos para elegerem um ou mais deputados deveria motivar os partidos, não socialistas, a uniões circulo a circulo para potenciar, pela união, a eleição de mais deputados eliminando um número grande de votos inúteis.

Uma das causa da abstenção será, certamente, a convicção que alguns eleitores têm, de apesar de votarem num determinado partido, de o seu voto não somar os votos suficientes para eleger um ou mais deputados no círculo eleitoral a que pertence.

Os eleitores dos partidos, antes referidos, deveriam ser sensibilizados, pelos partidos envolvidos, para esta realidade de os votos poderem ter consequências diferentes em cada um dos círculos eleitorais: voto útil é quando soma para eleger deputados.

Os círculos eleitorais da emigração não são incluídos neste texto por motivos entendidos como suficientes.

Bem hajam.