O centro político do PS, o PSD e o CDS, o extremo de esquerda do PCP, o BE e o extremo de direita do CHEGA são os principais atores da atividade política portuguesa. A EU começa (deseja-se) a ser o regulador desta atividade.
Nos anos que levamos do atual regime político, alguma propaganda sempre afirmou que o regime deveria ser protagonizado pelos partidos ditos ao centro, apoiada desde logo pelos diretamente interessados mas também por grupos e pessoas individualmente consideradas como a “inteligência” e a dita “elite” do País.
Todas estas pessoas apoiadas nos partidos PS, PSD e a tempos CDS têm vivido num autêntico oásis de domínio, tráfico de influência, corrupção, uso indevido de recursos económicos e sociais.

Alguns vão justificando como sendo efeitos colaterais ou os custos da democracia e assim vão vivendo com esta realidade e adiando o fim que esperemos esteja para breve.
Não sabemos qual a percentagem da população que se serve abundantemente e sem regra dos recursos de Portugal, mas sabemos que no todo da população é certamente uma percentagem pequena e que a grande maioria está como que aprisionada por este centro político que existe para se fartar a si próprio e aos seus.
O papel e intervenção dos extremos políticos, até á bem poucos anos exclusivamente de esquerda e, mais recentemente, também de direita tem historicamente uma atuação política exclusivamente de protesto contra o centro que tem dominado a vida politica nestes anos de democracia.

Como os partidos radicais de esquerda têm programas e propostas politicas que a realidade demonstra não serem adequados ao tempo em que vivemos e ao espaço geográfico em que Portugal está inserido, por consequência têm eleitoralmente uma expressão pequena.
Os partidos radicais de esquerda nos últimos anos perderam a capacidade do protesto e o recente partido radical de direita está ainda num processo de implantação e afirmação de identidade naturalmente ainda com pouca influência.
Chegados aqui temos um regime democrático ocupado politicamente por partidos que dizem se posicionar ao centro político e que á vez vão governando e servindo-se a si próprios e aos seus comparsas dos recursos que a população em geral vai criando: são os partidos de poder
Temos também os partidos de extrema-esquerda e, agora, de extrema-direita que são votados a uma escassa expressão eleitoral e em que a sua voz só é útil para denunciar e protestar.
Sou céltico e parece que estamos bloqueados e votados como povo a um empobrecimento lento mas de sentido único.
No entanto devemos ter esperança no futuro e que algo aconteça e retire de cena esta política, estes dirigentes, estas sanguessugas que vêm, em nome de um interesse nacional, empobrecendo lentamente um País e um povo.
Felizmente que um outro parceiro, a UE, parece querer iniciar uma maior influencia no modo como Portugal e outros Países são governados.

O gigantesco financiamento com alguns fundos grátis e outros em condições consideradas muito vantajosas para Portugal vai ser, e bem, fiscalizado na sua execução pela própria UE. É uma imposição que visa garantir que estes fundos serão totalmente aplicados nos projetos que Portugal vai ter de apresentar para uma aprovação.
Assim, tudo parece que no futuro fundos que venham da EU para projetos e investimentos em Portugal, passarão a ser monitorizados diretamente pelas instituições da UE.

Sou crente e talvez que com estas decisões se inicie um processo de afastamento daqueles que desde á muitos anos se apropriam de muitos dos fundos que têm vindo da UE desde a adesão de Portugal.
Sou crente também que talvez com estas decisões se estanque e puna todos os que através de teias de tráfico de influências que sempre levam a más aplicações de fundos, com resultados indesejados e com prejuízo para os dinheiros dos contribuintes europeus enviados para Portugal.
São muitos milhares de milhões que têm sido entregues aos políticos da nossa terra e com insuficiente controlo por parte das entidades competentes. Sobram as denúncias, as evidências e os factos que suportam esta decisão da UE ter decidido que esta realidade deve terminar.
Bem sei que pelo meio deste lamaçal de má aplicação de fundos europeus, existem também investimentos bem-feitos, com resultados e protagonizados por pessoas sérias, interessadas no desenvolvimento e acima de tudo que respeitam os contribuintes europeus e os fundos que receberam e continuarão a receber. Mas esta realidade do cumprimento e das boas práticas é, ou deveria ser, o “normal”.
O que se espera da UE é que consiga ou imponha este ”normal” a todos os fundos que Portugal doravante vai receber independentemente dos fins a que se destinam.
Benvinda esta decisão da UE de impor regras e fiscalizar a aplicação de fundos. Talvez que no futuro se consiga o mesmo para Portugal. Deus queira.

Bem Hajam.







