CHEGA

Quando em 9 de Abril de 2019 um grupo de portugueses deu entrada no tribunal constitucional de um pedido de autorização para fundar um novo partido político, estavam conscientes da necessidade de um projeto para dar mais voz e espaço politico para todo os portugueses que não sendo socialistas nas suas múltiplas versões: socialistas radicais, social-democratas ou socialistas liberais, necessitavam de uma representação que os representa-se junto das instituições democráticas existentes.

Portugal encontrava-se numa situação de desequilíbrio no que a representação das ideologias políticas predominantes na Europa diz respeito:

  • A Direita conservadora, nacionalista e cristã não tinha uma organização política que permitisse representar todos os portugueses que dela necessitavam;
  • O partido que mais se aproximava desta necessidade, acabara de perder qualquer influência desde 2015;
  • O socialismo, a cada ano, ia controlando mais e mais as instituições do regime e consequentemente a sociedade civil.

Assim, nasceu o novo partido de direita conservadora, defensor da identidade nacional e com o propósito de aceitar e se integrar na democracia liberal europeia: O partido CHEGA.

O Tribunal Constitucional aprovou a legalização deste partido e deste modo passou a ter todos os direitos e deveres que os restantes partidos têm na democracia portuguesa.

Foi assim que iniciou o seu processo de implantação em todo o território nacional e apresentou as linhas mestras do que queria ser e fazer. Sendo um partido novo num sistema politico estabilizado em que 2 partidos dominavam o poder desde a implantação da democracia e reconhecidos como sendo o ‘mainstream’ politico em Portugal, uma esquerda radical acomodada e tolerada pelo mainstream e uma direita inexistente, decidiu o CHEGA posicionar-se como um partido radical de direita em que o Populismo seria a estratégia a utilizar para uma progressiva influencia.

De acordo com estudiosos e especialistas europeus o Populismo não é uma ideologia, mas sim um meio diferente de fazer politica, em que a agenda destes partidos, de direita ou de esquerda, propõe-se trazer para a área da governação preocupações das populações e que não encontram resposta junto dos partidos do ‘mainstream’.

Este fenómeno de partidos radicais populistas de direita começou a ter expressão a partir do início deste século e generalizou-se em toda a Europa que pratica uma democracia liberal. Em Portugal chegou em 2019.

Os fundadores do CHEGA tiveram, assim, a possibilidade de estudar e preparar o partido para que tivessem a capacidade, desde o início, de receber a aceitação de um eleitorado que, pelos mais diversos motivos, não se reviam nos partidos existentes.

Estavam, também, preparados para a oposição e luta que os restantes partidos iriam dar e fazer. Tinha sido e continua a ser assim nos restantes países europeus, mas a “caravana” passa e continuará a passar.

Após o início da atividade, uma das principais prioridades foi a de iniciar uma implantação nacional, com estruturas fixas e militantes motivados ao invés de se acantonar em nichos territoriais.

As eleições Legislativas de 2019, a primeira vez que o CHEGA foi a votos, obtiveram um resultado condicente com o tempo de atividade, o conhecimento que os eleitores tinham e, ainda, a reduzida implantação territorial. Elegeu 1 Deputado para a Assembleia da República com 67.826 votos.

Em 2021, com dois anos de implantação no território nacional e uma atividade frenética no deputado único na Assembleia da República, o CHEGA apresenta candidatos nas Eleições Autárquicas desse ano em todo o território nacional. Os resultados são bons e promissores para o futuro.

  • 208.232 votos.
  • Tem mais 140.406 votos por comparação com a anterior votação nas Legislativas de 2019. Triplica o número de votos
  • Eleitos em 7 Distritos
  • Estava criada a base necessária para fazer crescer a implantação nacional

Um ano depois, em 2022, em consequência de uma conjuntura inesperada, o CHEGA não é surpreendido, no objetivo de crescer em implantação nacional, e nas eleições Legislativas de 2022, obteve um resultado de tal modo bom que se transformou no terceiro partido em número de votos e eleitos em Portugal:

  • 399.510 votos no total
  • Tem mais 191.278 votos por comparação com a anterior votação, apenas um ano antes, nas legislativas de 2021. Quase duplica o número de votos.
  • 12 Deputados eleitos.
  • Deputados eleitos em 8 Distritos no Continente
  • A implantação territorial estava confirmada

Este ano, depois da demissão do governo em Novembro de 2023, um ano depois de ter tomado posse, realizaram-se novas eleições legislativas e CHEGA com o resultado obtido abre o primeiro rombo no mainstream português.

Os resultados merecem um pouco mais de detalhe, assim:

  • É o partido mais votado no Distrito de Faro e Europa
  • É o segundo partido mais votado nos Distritos de Beja, Setúbal, Portalegre e fora da Europa
  • Nos restantes distritos do território Nacional é o terceiro partido mais votado.
  • É o partido mais votado em 9 Concelhos: Portimão, Lagoa, Silves, Albufeira, Loulé, Olhão, Salvaterra de Magos, Benavente e Elvas
  • É o partido mais votado em 85 freguesias distribuídas por 13 Distritos e 39 concelhos do território nacional

No diz respeito aos resultados das recentes eleições legislativas de 10 de Março, são:

5 Anos depois da sua fundação, o CHEGA vê confirmada a sua implantação nacional, com deputados eleitos em todos os círculos eleitorais, com exceção de Bragança, a confirmação como o 3º partido político na Assembleia da República e o fim do bipartidarismo que caracteriza o ‘mainstream’.

Estabelecida que está uma implantação nacional em estruturas, militantes e simpatizantes que rivaliza com os 2 partido do ‘mainstream’ em Portugal, vai o CHEGA ter um novo desafio este ano: as eleições para o Parlamento Europeu.

A tendência atual é para uma subida substancial, em termos gerais, nos Países que integram a EU, dos partidos radicais de direita populista. Se o CHEGA conseguir integrar esta tendência, passará, também, a ser um parceiro forte no contexto geral europeu, com a força dos deputados que elegerá e representarão Portugal no Parlamento Europeu.

No próxima ano realizam-se Eleições Autárquicas e, então, com um resultado, previsível, que estará em linha com os atuais, será possível acreditar que o ‘mainstream’ em Portugal conhecerá um consistente longo período de perca de influencia. A esquerda poderá já este ano iniciar a perca de influência em Portugal, com a soma dos resultados desta eleição e das 2 próximas, europeias e autárquicas.

Já Chega de esquerda.

Bem Hajam.

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