Comprar online

É importante tomar medidas para se proteger ao fazer compras online. Desde a conveniência de fazer compras online e entrega no dia seguinte até se conseguir ótimas ofertas e um catálogo infinito de itens à venda, a popularidade das compras online só cresceu.

Embora a maior disponibilidade de compras online seja conveniente, também se torna mais lucrativo para os golpistas enganar os compradores para que paguem por bens que não receberão ou obterem  informações pessoais para burlas.

Então, o que se pode fazer? Tomar precauções de segurança, pensar nas consequências das ações online e aproveitar as conveniências da tecnologia com paz de espírito enquanto se faz compras online.

Pensar antes de clicar

Cuidado com os anúncios que incentivam os usuários a clicar em links.

Se receber uma oferta atraente, não clicar no link, em vez disso, ir diretamente para o site da empresa para verificar se a oferta é legitima.

Fazer a ligação a partir de casa:

Os cibercriminosos gostam de criar sites de comércio eletrónico falsos.

Antes de se fazer uma compra, ler as avaliações para saber o que outros utilizadores comentam sobre a empresa. Procurar um local físico e quaisquer informações de atendimento ao cliente, também é uma boa ideia ligar para a empresa para confirmar se são legítimos.

Considerar as opções de pagamento

Usar um cartão de crédito é mais seguro do que usar um cartão de débito, há mais proteção ao consumidor para cartões de crédito se algo acontecer de errado. Pode-se usar um serviço de pagamento de terceiros em vez do cartão de crédito (exemplo PAYPAL) deste modo evita-se o fornecimento de informações sobre o cartão de crédito/débito á empresa vendedora.

Tomar atenção às informações prestadas

Ficar atento aos tipos de informação que são solicitadas para efetuar a compra desejada. Se a empresa vendedora solicitar mais informações do que aqueles que considera suficientes é melhor cancelar a compra. Só é necessário preencher os campos obrigatórios para concluir a compra e não se deve salvar as informações de pagamento no perfil. Caso a conta seja salva automaticamente após a compra, excluir no final do processo os detalhes recolhidos no processo de compra.

Manter o controlo de extratos bancários e de cartão de crédito

Verificar com regularidade as contas bancárias utilizadas em busca de qualquer atividade não autorizada. Uma boa manutenção de registros anda de mãos dadas com a gestão da segurança cibernética. Outra sugestão para controlar a atividade do cartão de crédito é configurar alertas para que, quando for utilizado, receber um e-mail ou mensagem de texto com os detalhes da transação.

Dicas básicas de segurança e proteção

Manter uma máquina limpa. Certificar-se de que todos os dispositivos com ligação á internet – incluindo PCs, smartphones e tablets – estejam livres de malware e virús, instalando apenas as versões mais atuais de software e aplicativos.

Bloqueie o login.

Criar frases-chave longas e exclusivas para todas as contas e usar a autenticação multifator (MFA)* sempre que possível. O MFA fortalecerá as contas online, permitindo as ferramentas de autenticação mais fortes disponíveis, como biometria ou um código único enviado para o telefone ou dispositivo móvel.

Use um Wi-Fi seguro.

Usar o Wi-Fi público para fazer compras online enquanto se está num qualquer estabelecimento é extremamente conveniente, mas não é seguro para a Internet. Não fazer compras via Wi-Fi público, em vez disso, usar uma rede privada virtual (VPN) como um ponto de acesso.

Este texto teve suporte no site: https://staysafeonline.org/

* www.microsoft.com/pt-pt/security/business/identity/mfa

Proteger a rede doméstica de Internet

Uma rede doméstica de Internet protegida significa que todos no ambiente familiar podem usar a Internet com mais segurança.

A maioria das residências tem redes de dispositivos conectados à Internet, incluindo computadores, sistemas de jogos, TVs, tablets, smartphones.

Para proteger a rede doméstica, é precisa ter as ferramentas certas e ter a certeza de que todos podem usar a Internet com mais segurança.

O primeiro passo é manter uma rede limpa e garantir que todos os dispositivos habilitados para internet têm o sistema operacional, navegadores da web e software de segurança mais recentes, incluindo dispositivos móveis que utilizam rede sem fio.

Proteger o wireless router

Uma rede sem fios significa conectar um ponto de acesso à internet, como um cabo ou modem DSL, a um router sem fios. Tornar-se wireless é uma maneira conveniente de permitir que vários aparelhos se liguem à internet em diferentes áreas de uma casa.

No entanto, a menos que se proteja o router, estar-se-á vulnerável a que outros tenham acesso a informações e, consequentemente, possam usar gratuitamente a internet para cometer crimes cibernéticos.

Maneiras de proteger o router

Alterar o nome do router

O ID padrão, chamado identificador do conjunto do serviço (SSID) ou identificador do conjunto do serviço estendido (ESSID), é atribuído pelo fabricante. Mudar o router para um nome que seja exclusivo para o utilizador e que não seja facilmente identificado por outras pessoas.

Alterar a password secreta predefinida no router

Deixar uma password secreta padrão inalterada torna muito mais fácil para os hackers terem acesso á rede. Deve-se alterar o mais breve possível. Uma password forte deve ter pelo menos 12 caracteres. Alguns sites podem permitir espaços na password.

Rever as opções de segurança

Ao escolher o nível de segurança do um router, optar por WPA2, se disponível, ou WPA – esses níveis são mais seguros do que a opção WEP.

Criar uma password de convidado

Alguns router  permitem que convidados usem redes por meio de passwords de convidado independentes. Se tiver muitos utilizadores em sua casa, é uma boa ideia configurar uma rede de convidados.

Use um firewall:

Os firewalls ajudam a impedir que hackers usem os dispositivos para enviar informações pessoais sem a permissão do utilizador. Enquanto o software antivírus verifica e-mails e arquivos recebidos, uma firewell é como um guarda, observando as tentativas de acesso a um sistema e bloqueia as comunicações com fontes que não são permitidas. O sistema operacional e/ou software de segurança provavelmente vem com um firewell pré-instalado, mas deve-se ativar esses recursos.

Plug & scan

USBs e outros dispositivos externos podem ser infectados por virús e malware. Usar o sftware de segurança para verificar.

Proteja o dinheiro

Ao fazer transações bancárias e compras, verificar se a segurança dos sites está assegurada. Procurar endereços da web com “https: //”, o que significa que o site toma medidas extras para ajudar a proteger suas informações.” http://”  não é seguro

Fazer backup:

Proteger o valioso trabalho, música, fotos e outras informações digitais fazendo cópias eletrónicas dos arquivos importantes e armazenando-os com segurança.

Este texto teve suporte no site: https://staysafeonline.org/

Noções básicas de segurança online contra Spam e Phishing

Segurança online

Email Malicioso

Um e-mail malicioso pode parecer que vem de uma instituição financeira, um site de comércio eletrônico, uma agência governamental ou qualquer outro serviço ou empresa.

Frequentemente, ele pede que se aja rapidamente, porque a sua conta foi comprometida, seu pedido não pode ser atendido ou há outro assunto urgente para resolver.

Se não tiver a certeza se esta solicitação por e-mail é legítima, deve-se verificá-la com estes procedimentos: contatar a empresa, instituição financeira, agência governamental, etc. – usando as informações oficiais paralelas da entidade que é referida no e-mail suspeito, mas não as informações fornecidas no e-mail.

Spam

Spam é o equivalente do lixo eletrônico. O termo refere-se a e-mails não solicitados, em massa – e muitas vezes indesejados.

  • Maneiras de reduzir o spam: criar filtros nos programas de e-mail. A maioria dos fornecedores de serviços de Internet (ISPs) e fornecedores de e-mail disponibilizam filtros de spam gratuitos, deste modo, dependendo do nível definido, pode-se bloquear os e-mails que se deseja.
  • Reportar spam: a maioria dos fornecedores de e-mail oferece maneiras de marcar um e-mail como spam ou relatar ocorrências de spam.
Phishing

Phishing

Os ataques de phishing usam e-mail ou sites maliciosos (ao clicar num link que é enviado num e-mail suspeito) para recolher informações pessoais e financeiras ou infetar o seu PC, tablet ou smartfhone com malware e vírus.

Spam e Phishing em redes sociais

Spam, phishing e outros golpes não se limitam apenas ao e-mail, mas também prevalecem em sites de redes sociais.As mesmas regras aplicam-se às redes sociais: links em anúncios online, atualizações de status, tweets e outras postagens.   

Como de denunciar spam e phishing nas principais redes sociais:

Este texto teve suporte no site: https://staysafeonline.org/

Segurança na Internet

A segurança na internet é desde quase os seus primórdios algo que merece atenção. É importante para os Países, para as instituições, as empresas e para os utilizadores individuais. Os utilizadores individuais serão porventura os que mais expostos estão a fraudes e que menos defesas têm para se proteger.

Atualmente existe muita informação e aconselhamento de como cada individuo se pode proteger individualmente ou em meio familiar de fraudes, uso indevido de informação pessoal e ataques cibernéticos.

 Os dias de hoje, atendendo ao confinamento em que estamos envolvidos tendemos a aumentar o uso da internet seja para compras, navegar na internet por locais desconhecidos ou partilhas em sites sociais: naturalmente os riscos aumentam em proporção ao tráfico que temos na internet.

Talvez que seja uma boa ideia dedicar algum tempo a recolher informação sobre os riscos efetivos que todos corremos e quais as medidas que poderemos individualmente tomar para prevenir riscos imprevistos.

Tomei a liberdade de, ao consultar um site sobre estes assuntos, construir 3 textos sobre estas matérias e que publicarei neste blog:

  • Noções básicas de segurança online contra Spam e Phishing
  • Proteger a rede doméstica de Internet
  • Comprar online

O site  https://staysafeonline.org/ tem uma perspectiva alargada sobre estas matérias e é de alcance mundial. Para quem está confortável com o idioma inglês uma visita será certamente uma boa surpresa.

Ao nível doméstico também se encontra muita informação disponível, destaco o Centro Nacional de CiberSegurança, https://www.cncs.gov.pt/ . Este site tem disponível um curso online gratuito sobre segurança no comércio eletrónico com um alcance e aplicação em todo o espaço da EU, quer seja para comprar ou vender bens ou serviços.

Tenhamos sempre presente que informação e conhecimento são as chaves decisões importantes.

Bem Hajam

A Democracia e o Radicalismo

Da Assembleia constituinte de Portugal de 1975 ao Capitólio dos EUA em 2021

A Democracia é um sistema político que vigora em Portugal desde 1975 até hoje e que assenta em princípios de organização política e sociais definidos pela Constituição de Portugal.

O radicalismo é uma ideologia política que vigora em Portugal desde sempre. O radicalismo é caracterizado por contestar os sistemas políticos do momento, pode ser individual ou coletivo e manifesta-se sempre dentro das fronteiras de cada Estado/País.

Existem muitos tipos de Democracias, a de Portugal está em linha nos seus princípios com os restantes Países da EU.

Existem outras formas de Democracias que divergem um pouco, muito ou totalmente da Portuguesa ou, se quisermos, do modelo europeu. EUA (um pouco), Rússia (muito) ou Venezuela (totalmente).

Em todos estes países a ideologia radical manifesta-se de uma forma ou outra, com mais intensidade ou não, num tempo recente ou a espaços.

Desde sempre o radicalismo foi apresentado com o seu nome próprio, daí o nome radicalismo, ou com outros nomes consoante o interesse ou a moda do momento. O seculo XX viu popularizados nomes como extrema-esquerda ou extrema-direita. Os menos rigorosos ou mais ignorantes também lhes chamam Fascistas, Comunista, Maoistas e outros “istas”.

Não concordo, todas estas ideologias representaram, em tempo passado, sistemas de poder oficial e tiveram também os seus radicais.  

As manifestações radicais, contra os poderes políticos de cada momento evoluíram de extremamente violentas em termos físicos no passado para os dias de hoje em que, quase sempre, são de caracter verbal e pressão política. O objetivo é o de mudar o sistema político vigente no seu todo ou em parte, ao mesmo tempo que o radicalismo violento com consequências passou a ser criminalizado.

Feita esta nota introdutória, no caso de Portugal assisto, por parte de muitos dos que fazem opinião, a uma atitude perante o que se passou nos EUA recentemente despropositada e parcial: condenam o radicalismo da manifestação mas não condenam os efeitos criminosos do radicalismo.

Ao não separarem o que as imagens e relatos mostram: a imensa multidão que se manifestou contra algo que considerava injusto ou incorreto e a pequena multidão que ao invadir o Capitólio (dita casa da Democracia norte-americana) provocou morte, destruição e roubo.

Portugal, no seu passado recente conheceu muitas manifestações semelhantes (felizmente sem mortes) que provocaram destruição e roubo que não provocaram a indignação que hoje se verifica com o que se passou nos EUA.

Para os que em 1975 ainda não eram nascidos ou eram suficientemente jovens e que talvez representem hoje a maioria da população atual, recordo os acontecimentos de 27 de Setembro em que o consulado, a embaixada de Espanha em Portugal, assim como outras instalações consulares no nosso País, foram invadidos por radicais, destruídas e pilhadas.

Ainda no ano de 1975 mas em 12 de Novembro uma multidão de radicais e insurgentes provocou um cerco à Assembleia Constituinte de então, mantendo reféns os deputados que estavam a preparar a futura e atual Constituição da República de Portugal.

Então em Portugal como agora nos EUA as democracias de ambos os Países souberam e vão saber ultrapassar estes atos de radicais e fazer funcionar os respetivos sistemas políticos.

Existe uma diferença nestes dois atos radicais que é a consequência.

No caso de Portugal, na época, a indignação morreu solteira por parte das correntes de pensamento que hoje se indignam com o que se passou nos EUA e os responsáveis conhecidos pelos atos ficaram impunes quer criminalmente quer politicamente: hoje, alguns até são figurões de uma certa elite em Portugal.

No caso dos EUA, a indignação é geral e os responsáveis conhecidos irão ser julgados criminalmente (com penas exemplares estou certo) e politicamente serão ostracizados pelos seus pares.

O povo e os responsáveis políticos dos EUA não necessitam das manifestações de preocupação de Portugal, sabem com o que se preocupar e têm meios suficientes para resolver os problemas, mesmo este que efetivamente foi grave e nunca devia ter acontecido.

Quanto aos alguns comentadores da nossa praça será melhor que escolham para se babarem e destilarem ódio sobre o que invejam ou não gostam melhor seria que se entretecem com os “Venturas” cá da aldeia.

Bem hajam.

As Empresas saudáveis fazem as Economias crescer?

Sim, seu crente que um País que tem maioritariamente empresas capitalizadas, gestão no interesse das empresas, colaboradores profissionais e com bons produtos/serviços, tem certamente uma economia robusta e permanentemente a crescer.

PIB Holanda per Capita – Ano 2000 (28.380€) a 2019 (46.710€) – Cresceu 28.380€ – exemplo de Economia saudável

A minha vida profissional foi exercida no sector privado em empresas saudáveis e pude testemunhar que eram empresas com crescimentos de clientes, em volume de bens/serviços vendidos e, consequentemente, crescimento de faturação ano após ano.

Os resultados que estas empresas conseguiam eram obtidos com boas práticas, sem fugas de qualquer natureza de ordem fiscal ou outra e com estratégias de remuneração e benefícios aos colaboradores sempre acima do praticado no nosso País. Era uma prática dessas empresas em qualquer País em que tivessem empresas.

Essas empresas continuam no mercado e fortes (porventura mais) tal como há 20 ou 30 anos atrás.

Também, durante a minha vida profissional conheci a face oposta, como clientes tive muitas empresas (a maioria) que eram empresas sempre em dificuldades (doentes), que não tinham boas práticas e fugas, sempre que possível, aos impostos e demais compromissos. Colaboradores mal preparados, sem formação para as funções que desempenhavam, mal remunerados. Colaboradores que espelhavam a qualidade da direção/gestão dessas empresas.

PIB Portugal per Capita – Ano 2000 (12.480€) a 2019 (20.740€) – Cresceu 8.260€ – Exemplo de Economia doente

Cedo aprendi duas verdades sobre estas realidades:

  • As empresas saudáveis têm bons colaboradores e, bons profissionais trabalham sempre em empresas saudáveis.
  • As empresas doentes deviam se tornar saudáveis para estarem em concorrência e igualdade de circunstâncias com as demais ou, não podendo por incapacidade dos seus responsáveis, deveriam fechar. Penso que existe uma regra (daquelas que nunca são cumpridas) que estabelece um determinado período de tempo consecutivo em que uma empresa pode apresentar resultados negativos.

Estas verdades são uma prática em qualquer País desenvolvido na Europa ou outro continente, porquê?

Porque os Países desenvolvidos para o serem precisam de Economias saudáveis.

Em Portugal também existem estas regras? Não

Existiram estas regras no passado? Não

Vão existir no futuro? Talvez, quando uma entidade exterior (UE por exemplo) tomar conta da Economia.

Chegados aqui importa recordar uma recente entrevista a um Socialista dos sete costados (penso eu) que milita no Partido desde os 18 anos e já está nos “entas”.

Ricardo Mourinho Félix de seu nome, com um curriculum académico bom, um curriculum profissional sempre no sector público (o habitual nos políticos do PS), secretário de estado nos governos AC e, agora, Vice-Presidente do BCE.

Ricardo Mourinho Félix appointed as Vice-President of the EIB
©Caroline Martin/EIB

Este Sr. Ricardo veio dizer que financiamentos europeus para empresas portuguesas doentes são de valor zero. De outra forma, não há financiamento para empresas inviáveis.

Depois explicou por palavras dele o que todas as pessoas que estão no sector privado sabem desde sempre: a fruta estragada não pode estar no mesmo cesto em que está a fruta sã.

Algumas ilações:

Foi necessário este Sr. começar com uma função no BCE para dizer acertadamente o que nunca disse em Portugal nas muitas funções oficiais que teve?

Será que este Sr. irá dizer aos seus camaradas que é tempo de terminar com o financiamento de empresas falidas ou a passo acelerado para?

Será que os seus camaradas vão poder acabar com os financiamentos às empresas dos amigos a quem devem favores e em que colocam os outros amigos que lhes pedem favores?

Vai ser difícil: voltamos ao tema da troca de favores, compadrios e por aí adiante.

Será que é possível Portugal vir a ter uma economia saudável e a crescer com estes governantes? Será que é melhor mudar de governantes?

Algumas previsões:

Esta compra maciça por parte do BCE de dívida portuguesa vai ter consequências que o governo em Portugal não vai conseguir contrariar?

Em consequência, poderemos vir a ter, cedo ou tarde (talvez cedo) uma entidade exterior a mandar nas políticas de apoio às empresas em Portugal?

E a dívida vai poder crescer sem limites como o Sr. Sócrates no passado e agora os seus seguidores gostam?

Por vezes é necessário que as coisas corram mal e bastante mal para que o bem possa acontecer. Era bom que estas pessoas que tão mal dirigem Portugal fossem afastadas e que outras mais competentes as substituíssem.

Talvez deste modo Portugal pudesse ver a luz de um crescimento económico sustentável.

Bem hajam.

Feliz Natal 2020

Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

O Sr. Cabrita e o Ministro da Administração Interna

O Sr. Cabrita entende que não tem responsabilidades diretas no assassínio de um cidadão por 3 presumíveis criminosos e, consequentemente, não assume qualquer consequência para a sua vida privada.

Os possíveis assassinos vão ser presentes á justiça e esta, naturalmente, exercerá a sua função. Possivelmente serão condenados pelos atos que praticaram e cumprirão as penas a que forem condenados.

Até aqui nada de novo, regularmente pessoas são assassinadas pelas mais diversas razões e não me consta que exista constantemente um clamor público contra esta realidade. Todos confiamos que a justiça se faça.

Se o Sr. Cabrita fosse um cidadão comum ninguém se importaria com as atitudes que toma em qualquer momento.

TIAGO PETINGA/LUSA

Assim, o motivo deste post é o Ministro da Administração Interna que é uma “personagem a quem o Chefe de Estado confia a administração de um dos ramos da causa pública”

Deste modo quando um cidadão é nomeado para ser uma personagem está, em qualquer ato que pratique, a representar um papel determinado e passa a ter responsabilidades integrais sobre os acontecimentos, bons ou maus, que ocorrem no Ministério que tutela.

É consensual que os acontecimentos antes referidos, pela extrema gravidade e invulgaridade, afetam as responsabilidades políticas do Ministro.

O Ministério em causo, MAI, neste caso concreto está a ser acusado de uma administração da causa pública insuficiente por:

Reação tardia: acusam o Ministério de não ter sido célere na reação ao acontecimento,

Reação Insuficiente: não ter sido célere em assumir responsabilidades, em nome de Portugal, junto dos familiares diretos do cidadão assassinado.

O Ministro que tutela esta realidade, a que se juntam inverdades, informações contraditórias e demora não responsabilização da estrutura dirigente diretamente implicada nesta triste ocorrência, não colocou o seu lugar de responsável pelo MAI á disposição do Primeiro-ministro.

Pergunta-se se é uma exceção, na administração da causa pública, um detentor colocar o lugar á disposição quando se justifica, como é este o caso?

Não é exceção e acontece com regularidade. Não tem ideologia e, atravessa á vez, todos os governos.

Esta realidade de membros de governos não assumirem ética e politicamente responsabilidades pelos ministérios que tutelam quando a boa administração é posta em causa acontece porque, infelizmente, em Portugal alguns cidadãos, quando nomeados, não se colocam ao serviço da função mas, antes pelo contrário, colocam a função ao serviço do seu próprio interesse.

E o primeiro-Ministro que escolhe os Ministros providencia sempre que os Ministros pratiquem uma boa administração da causa pública?

E o Presidente da República, que dá posse a cada Ministro individualmente e testemunha o juramento de cada Ministro empossado, toma posição quando um Ministro não assegura a boa administração da causa pública?

Esta atitude dos reponsáveis políticos de não assumirem as responsabilidades inerentes aos cargos públicos que ocupam, de não se sentirem obrigados a dignificar com ética os Ministérios que dirigem é, a par de outros males da nossa democracia, uma das causas do lastimável estado português em que vamos vivendo.

Em Portugal existe, por parte de muitas pessoas, a prática de colocarem as funções que desempenham em benefício próprio e quando esta realidade acontece com políticos que têm funções de administração da causa pública a regra costuma ser a troca de influências com amigos, os camaradas do partido, o Patronato e Clientelismo.

Quando acontece, as pessoas, como o Sr. Cabrita, sentem-se á vontade e suficientemente impunes para não se colocarem ao serviço da função que representam.

Este Sr. Cabrita é amigo político e pessoal do Sr. Costa que, por coincidência, é PM e que tem o poder de decisão sobre si.No entanto, como o Sr. Costa é amigo do Sr. Cabrita, o dever de agir em conformidade com a função que representa não importa.

É do senso comum que quando a troca de influências é o dominante, a cumplicidade, o favor, a perca de independência quanto ao poder de decisão e a capacidade para fazer o que deve ser feito acontecem, o País sai prejudicado.

Por outro lado, sou crente quando o mérito, o dever de cumprir com as boas práticas, o assumir consequências quando as funções de administração pública o exigem, o País pode sair beneficiado.

Infelizmente, Portugal está cheio de Srs. Cabrita e Costa e a troca de favores, Patronato e Clientelismo dominam.

Sou céptico que sem mudar este perfil de Senhores, não será possível ter a esperança num País em que os cidadãos estejam ao serviço das funções. É uma pena.

Bem Hajam.

A prenda de Natal dos Portugueses

Portugal recebeu recentemente a notícia da disponibilidade de vacinas para a Covid 19 a partir do início de Janeiro de 2021. Foi a boa nova do ano que está a acabar e a melhor prenda para a população que está inquieta e preocupada com esta pandemia e para a qual o País não estava preparado como habitualmente não está preparado para qualquer acontecimento fora da rotina.

Antes do assunto que motiva este post, quero juntar a minha escrita á de muitos e muitos que têm elogiado o trabalho e a disponibilidade de todos os que, independentemente da profissão, se vêm superando nas suas obrigações e disponibilidade. Perante a emergência de se acudir ao perigo que a pandemia representava, todos os diretamente envolvidos, como um todo, responderam positivamente.

Não obstante, este problema de saúde pública provocado por uma imprevista pandemia veio mostrar que o País não está preparado para enfrentar situações extremas e possivelmente não poderá vir a estar nos anos mais próximos.

 O mais dramático é que esta realidade é estrutural: os recursos são escassos e os governantes insuficientes e falaciosos.

Insuficientes porque temos modelos de governação que sistematicamente não geram criação de riqueza e liquidez para investir em meios e falaciosos porque transmitem á população a ideia de que estão a dotar o Estado dos meios suficientes para acudir às necessidades da maioria, seja na saúde (como se verifica neste momento), seja na educação ou na justiça e, infelizmente, não é verdade.

Listas de espera algures em Portugal

Não fosse a visão que outros protagonistas tiveram no passado em nos integrar na União Europeia que, sem esta garantia da UE, estaríamos agora com uma realidade bem mais dramática e com pouca capacidade de reação. Sempre fui crente de que a nossa integração na UE foi benéfica para a organização, disciplina e rigor da nossa sociedade.

O que não entendo é este método de governar em que se desvalorizam as dificuldades e se anunciam soluções como se os recursos fossem infinitos e quando confrontados com a realidade as soluções anunciadas não aparecem.

Temos muitos políticos que enchem a boca com um Estado que assume proteção para as mais diversas necessidades, cobram-nos a todos, abastados e necessitados, impostos, taxas e taxinhas elevados com o argumento de esses recursos serem necessários para manter um Estado protetor.

No entanto, nos momentos em que os verdadeiramente insuficientes necessitam de um Estado protetor ele, o Estado, não tem capacidade para acorrer a essas pessoas porque os recursos confirmam-se como sempre escassos e, ao não serem bem geridos, nunca vão aparecer quando são necessários. A manta vai ser sempre curta como diz o povo.

Disseram-nos que iam encomendar vacinas suficientes para a população de uma forma geral, com uma taxa de cobertura de elevada. Foi uma das últimas falácias. Agora sabemos que foi a UE que se encarregou de encomendar e assegurar a logística da distribuição das vacinas pelos Estados membros, Portugal incluído. Vamos receber as vacinas que previamente nos foram destinadas. Quando chegar a hora de pagar as vacinas vai ser, novamente, a UE a assumir a responsabilidade junto dos respetivos fabricantes.

Deste modo, é a UE que vai assegurar aos portugueses todo o processo de acesso á vacina para a Covid 19 desde a encomenda até ao pagamento.

Sobre a notícia da prenda de Natal

Aos nossos governantes vai caber a responsabilidade de a administrar á população que como sabemos é semelhante á população de uma região como Londres por exemplo. Esperemos que esta responsabilidade, a de administrar a vacina, seja cumprida. Estou céptico quanto ao seu cumprimento.

Concluindo, a UE, não obstante as críticas de alguns, brindou-nos com uma prenda natalícia pela proximidade com a data. Sou crente em como as vacinas vão chegar nos tempos definidos e, assim sendo, este problema poderá ser bem enfrentado no próximo ano.

Bem hajam.

O acampamento junto da AR

Esta novidade de um grupo de pessoas montarem um acampamento em frente da Assembleia da República merece alguma reflexão por diversos motivos, entre estes porque se pode tornar uma moda e corremos o risco de vir a ter, em algum momento, um acampamento, tipo campismo selvagem, se vários grupos de pessoas decidirem protestar, por motivos diferentes, ao mesmo tempo.

Ao que parece não colide com nenhuma das muitas leis de ordem pública que temos, pelo que este potencial problema terá de ser resolvido de outra forma.

É do conhecimento geral que em Portugal muitas pessoas, empregados ou proprietários, estão a passar por enormes dificuldades em resultado das medidas de saúde pública em vigor. Mas antes já havia muitas pessoas e proprietários a passar por muitas dificuldades.

É do conhecimento público que o governo está a ajudar as pessoas e as empresas com múltiplas iniciativas mas todas com implicações na dívida pública, leia-se no dinheiro dos contribuintes residentes em Portugal e residentes na EU por via dos fundos enviados e a enviar para este efeito da ajuda extraordinária.

É do conhecimento geral que este grupo de pessoas que está a fazer este protesto, com acampamento montado em frente á Assembleia da República, são, na área de actividade em que têm empresas, proprietários com sucesso e bons resultados nos últimos anos.

Notícias, porventura falsas, dizem que todos, ou alguns, fazem questão de mostrar ou divulgar os elevados investimentos feitos quer em novas empresas quer em bens, inacessíveis ao trabalhador comum, de consumo para uso próprio.

Fiz uma vida profissional no sector privado e estou formatado para apoiar o sucesso expresso em lucro e fortalecimento financeiro das empresas.

Chegado a este ponto, não entendo porque estas pessoas montam uma tenda e se propõem fazer uma greve de fome com o argumento de quererem pedir apoios financeiros ao governo como se o dinheiro fosse do governo e não dos contribuintes.

Com altivez, estas pessoas esclarecem que não é só pelas dificuldades que atravessam, mas principalmente pelos empregados (enquanto lhes pagarem) e por todos os proprietários dos sectores de actividade em que trabalham.

Creio que é uma falácia, não têm os seus trabalhadores no acampamento e as associações empresariais a que pertencem, que representam os proprietários, têm estado em contacto permanente com o governo no sentido de conseguirem apoios para os seus associados.

Ser proprietário de uma empresa tem muitas implicações: as boas como os lucros e as menos boas como os encargos. Estas pessoas, que felizmente para eles viveram tempos de muitos lucros, deveriam prevenir os tempos de encargos. As crises acontecem e os cisnes negros poder surgir em qualquer momento. Desta vez foi a Pandemia da Covid 19, mas no futuro aparecerão outras crises.

A sabedoria popular diz que “em épocas de crise vão-se os anéis para ficarem os dedos”, Estas pessoas certamente acumularam alguns anéis, ou deveriam ter acumulado, para que agora pudessem ter uma almofada para enfrentar o mau momento.

Esta atitude de quando em dificuldade pedir ajuda ao governo não é saudável, repito que se trata de dinheiro de todos os contribuintes incluindo todos os que estão em dificuldades também.

Também não é aceitável que se monte um acampamento junto a um órgão de soberania para reivindicar dinheiros que os próprios deveriam ter acautelado. Apesar de jovens, ditos de sucesso, parece quererem impor o velho hábito de sugar ao Estado recursos que acabam sempre por faltar a situações muito mais graves e urgentes.

Estou céptico quanto á ideia de que os próprios tirem alguma conclusão positiva dos atos que estão a praticar e desejo que todas as pessoas empregados ou proprietários que passam por dificuldade as consigam superar por meios próprios e que o dinheiro dos contribuintes, que o governo está a disponibilizar, seja utilizado para ajudar sempre os mais dos mais necessitados.

Bem hajam